PT estuda lançar André Ceciliano para governo tampão no Rio de Janeiro: estratégia para fortalecer candidatura de Lula.

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O Partido dos Trabalhadores está estudando lançar André Ceciliano como candidato para assumir o governo tampão do Rio de Janeiro. Caso o governador Cláudio Castro (PL) deixe o cargo para concorrer ao Senado em outubro, uma eleição indireta será realizada. A possível candidatura de Ceciliano visa enfrentar um nome bolsonarista e dar ao partido uma maior influência para negociar com Eduardo Paes um palanque favorável a Lula.

Faltando pouco mais de dois meses para o prazo limite de renúncia de Cláudio Castro caso deseje concorrer ao Senado, o cenário político no Rio de Janeiro está em movimento para definir quem assumirá o cargo de governador até as eleições. A saída de Castro possibilitaria a realização de eleições indiretas pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) por diversos motivos.

Sem um vice-governador desde a posse de Thiago Pampolha no Tribunal de Contas do Estado em maio de 2025, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, afastado do cargo após ação da Polícia Federal, e o presidente do Tribunal de Justiça do RJ, Ricardo Couto, seriam os próximos na linha de sucessão para convocar a eleição indireta, conforme prevê a legislação estadual.

Visando estabelecer um palanque robusto para a candidatura de Lula no Rio de Janeiro, o PT avalia a possibilidade de lançar André Ceciliano como governador tampão. Ceciliano, que presidiu a Alerj de 2019 a 2023, ainda mantém influência sobre os deputados estaduais, responsáveis por eleger o próximo governador até janeiro de 2027.

O movimento do PT é justificado como uma estratégia para assegurar o controle da máquina pública do Rio de Janeiro, a fim de favorecer a possível reeleição de Lula e pressionar Eduardo Paes. Por sua vez, Paes, pré-candidato ao governo do estado, busca apoio no interior fluminense, mais inclinado ao bolsonarismo, e observa atentamente os desdobramentos políticos.

Enquanto isso, Cláudio Castro defende a indicação de Nicola Miccione, seu secretário de Casa Civil, como governador tampão, afirmando que Miccione não concorreria em outubro e não ameaçaria os planos de Paes. No entanto, a possibilidade de Douglas Ruas, secretário estadual das Cidades, se tornar governador tampão e posteriormente buscar a reeleição, causa preocupação a Paes, aumentando a incerteza no cenário político fluminense.

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