Quadrilha usava inteligência artificial para aplicar até R$ 200 mil por semana
em golpes digitais no interior de SP, diz delegado
Tecnologia produzia mensagens que eram repassadas para enganar vítimas; veja
foto. Polícia Civil apreendeu computadores e celulares usados pelos golpistas.
A quadrilha de Brodowski (SP)
especializada em aplicar golpes digitais que foi alvo de uma operação da Polícia Civil na
manhã desta quinta-feira (20)
usava inteligência artificial para enganar as vítimas. As investigações apontam
que o grupo chegava a movimentar até R$ 200 mil por semana com os crimes.
Os policiais apreenderam computadores e celulares usados nos golpes, além de
dinheiro e um simulacro de arma. Nos aparelhos, havia gravações de ligações e
arquivos com os textos que os golpistas enviavam ou falavam às vítimas, como
mostram imagens divulgadas pela Polícia Civil.
> “Durante as buscas, apreendemos vasta quantidade de equipamentos eletrônicos
> utilizados por esses criminosos, inclusive uma central do golpe, onde eles
> instalaram diversos notebooks com sistemas de inteligência artificial e robôs
> de inteligência eletrônica para disparar mensagens e praticar os crimes”, diz
> o delegado Gustavo André Alves.
Golpistas usavam inteligência artificial para produzir mensagens enviadas às
vítimas — Foto: Polícia Civil
Dos cinco mandados de busca e apreensão, quatro foram nas casas dos suspeitos,
em condomínios de médio e alto padrões, e um em uma residência que servia como
“QG” (central do golpe) da quadrilha. Não houve mandados de prisão, mas uma
pessoa foi detida por tráfico de drogas.
A operação, denominada de “Fraus”, contou com a participação de 20 policiais
civis de Brodowski e Ribeirão Preto (SP), além do apoio de cinco equipes da
Polícia Militar.
De acordo com a Polícia Civil, os criminosos usavam de diferentes estratégias
para aplicar os crimes. Entre elas estão:
* Centrais de falsa ligação de banco
* Falso SMS
* Golpes do WhatsApp falso
* Clonagem de dados de empresas para compras fraudulentas
Os valores adquiridos por meio dos golpes eram pulverizados e sacados de contas
de terceiros, chamados de “conteiros”, também alvo das investigações.
> “Nosso objetivo é desarticular não só as pessoas que emprestam contas
> bancárias para esses criminosos que praticam golpes, um artifício que eles
> usam para que não sejam atingidos pelas investigações. […] Na data de hoje,
> o objetivo foi atingir os criminosos que praticam os golpes”, completou o
> delegado.