Quaquá afirma que traficantes apoiaram Bolsonaro por armas mais baratas

Quaquá afirma que traficantes apoiaram Bolsonaro por armas mais baratas

O prefeito de Maricá e vice-presidente do PT, Washington Quaquá, fez declarações polêmicas nesta quarta-feira (5 de agosto de 2026). Ele afirmou que traficantes do Rio de Janeiro passaram a apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro devido à flexibilização do acesso às armas, que teria tornado os fuzis utilizados por organizações criminosas mais acessíveis.

Durante uma entrevista ao Poder360, Quaquá argumentou que armas legais obtidas por CACs (Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores) foram revendidas de forma ilegal a traficantes por preços mais baixos. Segundo ele, fuzis que antes custavam entre R$ 30.000 e R$ 40.000 agora estão disponíveis por R$ 8.000 a R$ 10.000.

Embora tenha feito essas afirmações, Quaquá não apresentou evidências ou dados para sustentar seus comentários sobre o apoio político dos traficantes a Bolsonaro ou os preços das armas. O Poder360, ao investigar essas declarações, não encontrou informações que confirmassem a assertiva do prefeito.

Quaquá criticou a chamada liberação “desenfreada” das armas durante o governo Bolsonaro, afirmando que isso facilitou a distribuição de armamento entre criminosos. Ele esclareceu que não é a favor de uma proibição total das armas, mas sim da regulação do acesso a determinados tipos de armamento. “Sou contra CAC de fuzil. Sou a favor de pistola, sou a favor de carabinas e de caçador”, disse.

As declarações do prefeito surgiram após uma controvérsia envolvendo uma foto de seu filho, Diego Quaquá, com um fuzil, que foi publicada em um clube de tiro. Quaquá explicou que a imagem era antiga e que seu filho errou ao postá-la, mas reiterou que ambos têm interesse em tiro esportivo, ressaltando a necessidade de um debate democrático sobre o tema dentro do PT.

Além disso, Quaquá propôs uma ação mais enérgica das forças de segurança contra criminosos armados e defendeu a ideia de armar a Guarda Municipal de Maricá. Ele declarou que traficantes que ameaçarem agentes públicos deverão ser neutralizados, enfatizando a necessidade de proteger a vida dos agentes e da população. “Não tem outra opção para um agente do Estado senão defender a própria vida e a vida do povo”, afirmou.

Ao responder a críticas sobre suas opiniões, o prefeito destacou que alguns elementos da esquerda parecem afastados da realidade enfrentada pelos moradores de comunidades dominadas por facções. Ele mencionou a violência de que são vítimas os moradores e a falta de segurança que enfrentam no dia a dia, justificando assim sua posição em defesa da ação policial mais rigorosa.

Por último, ao ser questionado se suas declarações poderiam resultar em sua expulsão do PT, Quaquá refutou essa possibilidade, argumentando que o partido não restringe o direito de seus integrantes a exprimirem opiniões divergentes. Ele reafirmou sua longa trajetória no PT e sua função como líder e coordenador na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Rio de Janeiro.

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