Quatro pessoas são presas com 15 toneladas de alimentos roubados, em Goiânia

A Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (DECAR) realizou, na tarde de sábado (30/06), a Operação Mercúrio que resultou na prisão de quatro pessoas e a recuperação de quinze toneladas de alimentos.

Thiago Braz de Lima (30 anos), Renata Gomes Botelho Martins (35 anos) , Adriano Pereira da Silva (22 anos) e Carlos Alberto de Sousa (51 anos), foram presos enquanto descarregavam uma carreta em um imóvel no setor Santos Dumont em Goiânia.

No momento da abordagem Thiago tentou fugir lançando um veículo contra os policiais, que repeliram a injusta agressão, sendo o criminoso baleado e socorrido ao Hugol onde passou por cirurgia, e depois foi transferido a carceragem.

Chamou a atenção dos policiais o fato de que Carlos foi contratado como motorista pela empresa vítima para levar a carga da cidade de Hidrolândia – GO até Fortaleza – CE, mas forjou um roubo, alegando que foi abordado por criminosos na cidade de Uruaçu – GO, mas as investigações apontaram que ele vendeu a carga por R$ 11 mil reais ao bando, fato este confessado pelo motorista após sua prisão.

Carlos teve ainda seu caminhão, que transportava a carga, apreendido pela DECAR.

Vale consignar que a associação criminosa já estava sendo investigada por outros três crimes ocorridos nos dias 27/01/2018 na cidade de Piracanjuba –GO, 11/04/2018 na cidade de Luziania – GO e 05/06/2018 na cidade de Cocalzinho – GO, todos tendo como alvo gêneros alimentícios.

Foram apreendidos ainda uma arma de fogo no calibre 12, munições, 3 veículos e um jammer, equipamento utilizado pelos criminosos para bloquear sinais de localização de veículos e cargas.

Contando com esta apreensão, mais de 50 toneladas de produtos roubados e furtados por esta associação criminosa, foram recuperados pela DECAR, superando o valor de um milhão de reais.

Thiago, Renata e Adriano foram autuados por associação criminosa armada e receptação qualificada, sem prejuízo dos demais crimes que já vinham sendo investigados. Já Carlos foi indiciado por furto qualificado.

 

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Anvisa atualiza regras sobre implantes hormonais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta sexta-feira (22) no Diário Oficial da Uniãoresolução que atualiza as regras sobre o uso de implantes hormonais, popularmente conhecidos como chips da beleza. O dispositivo, segundo definição da própria agência, mistura diversos hormônios – inclusive substâncias que não possuem avaliação de segurança para esse formato de uso.

A nova resolução mantém a proibição de manipulação, comercialização e uso de implantes hormonais com esteroides anabolizantes ou hormônios androgênicos para fins estéticos, ganho de massa muscular ou melhora no desempenho esportivo. O texto também proíbe a propaganda de todos os implantes hormonais manipulados ao público em geral.

“Uma novidade significativa dessa norma é a corresponsabilidade atribuída às farmácias de manipulação, que agora podem ser responsabilizadas em casos de má prescrição ou uso inadequado indicado por profissionais de saúde. Essa medida amplia a fiscalização e promove maior segurança para os pacientes, exigindo mais responsabilidade de todos os envolvidos no processo”, disse em nota Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbenm).

“É importante destacar que essa nova resolução não significa aprovação do uso de implantes hormonais nem garante sua segurança. Ao contrário, reforça a necessidade de cautela e soma-se à resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que já proibia a prescrição de implantes sem comprovação científica de eficácia e segurança”, destacou a nota.

Entenda

Em outubro, outra resolução da Anvisa havia suspendido, de forma generalizada, a manipulação, a comercialização, a propaganda e o uso de implantes hormonais. À época, a agência classificou a medida como preventiva e detalhou que a decisão foi motivada por denúncias de entidades médicas como a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) que apontavam aumento no atendimento de pacientes com problemas.

Na avaliação da Sbem, a nova resolução atende à necessidade de ajustes regulatórios em relação a publicação anterior. A entidade também avalia a decisão de proibir a propaganda desse tipo de dispositivo como importante “para combater a desinformação e proliferação de pseudoespecialistas, sem o conhecimento médico adequado, comuns nas redes sociais”.

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