Quatro suspeitos capturados em operação contra estabelecimentos clandestinos no Centro do Rio

quatro-suspeitos-capturados-em-operacao-contra-estabelecimentos-clandestinos-no-centro-do-rio

A Polícia Civil capturou quatro suspeitos durante uma operação de fiscalização em um depósito clandestino nas proximidades dos Arcos da Lapa, no Centro do Rio de Janeiro, localizado no prédio que abrigava a Pizzaria Guanabara e o forró Asa Branca. A ação, realizada na sexta-feira (4), envolveu policiais da 5ª DP (Gomes Freire) em conjunto com agentes da Prefeitura do Rio e da concessionária Light.

Segundo as investigações, os imóveis foram invadidos e utilizados como estabelecimentos comerciais de forma irregular. As prisões fazem parte de uma sequência de operações que culminaram no fechamento do ‘bunker do tráfico’ no domingo anterior. Paralelamente, a Polícia Civil associa a ocupação dos imóveis ao traficante Abelha, um dos líderes do Comando Vermelho. Distribuidoras de bebidas, distribuidoras de gelo, bares, confecção e salão operavam nos locais.

Os quatro indivíduos detidos durante a operação eram responsáveis pelos comércios clandestinos, que se beneficiavam de água e luz diretamente da rua, sem medidores, uma prática conhecida como “gato”. A equipe da Light afirmou aos policiais ter sido expulsa do local em inspeções anteriores por traficantes locais.

Após a fiscalização, a concessionária cortou o fornecimento de energia elétrica do imóvel, continuando as investigações para identificar os invasores, os beneficiários do aluguel dos estabelecimentos e a relação do espaço com o líder do tráfico na região. Em paralelo, um “casarão do tráfico” foi fechado no domingo (30) pela 5ª DP, revelando um esquema de venda de drogas com significativo prejuízo financeiro para os criminosos.

Diferente dos casarões abandonados fechados anteriormente pela polícia, este imóvel caracterizava-se como um “bunker”. As autoridades acreditam que Abelha estava envolvido no funcionamento do local, que apresentava portas de aço e uma passagem secreta. Após a prisão dos suspeitos, a polícia desfez o bunker, removendo as portas de aço e demolindo a estrutura restante, que escondia mais de duas mil unidades de drogas, incluindo maconha, haxixe, skank, cocaína e crack.

A ação policial revelou a existência de um esquema criminoso estruturado, no qual o tráfico de drogas impedia moradores de comunidades como Fontela e Palmares, na Zona Oeste, de acessarem serviços de saúde e educação. A polícia segue com as investigações para desmantelar essas atividades ilegais e garantir a segurança da população.

🔔Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram do Diário do Estado e no canal do Diário do Estado no WhatsApp