Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário estadual de Esporte e Lazer do RJ e aliado do senador Flávio Bolsonaro, foi alvo de uma nova ordem de prisão da Polícia Federal nesta segunda-feira (9). A medida integra a Operação Anomalia, investigação que apura a atuação de um núcleo suspeito de negociar vantagens indevidas e vender influência para beneficiar interesses ligados ao Comando Vermelho.
Advogado especializado em Direito Penal Econômico e Direito do Consumidor, Carracena teve atuação em diferentes cargos na administração pública do Rio de Janeiro. No site de seu escritório de advocacia, ele destaca a atuação profissional nessas áreas jurídicas.
Na política fluminense, Carracena ocupou cargos em governos municipal e estadual. Em 2020, durante a gestão de Marcelo Crivella (Republicanos) na Prefeitura do Rio de Janeiro, foi nomeado secretário municipal de Ordem Pública da capital.
Posteriormente, em 2022, assumiu a Secretaria Estadual de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro no governo de Cláudio Castro. Antes disso, também havia ocupado o cargo de subsecretário estadual de Defesa do Consumidor, função da qual foi exonerado em janeiro deste ano.
Ao longo dessas passagens na administração pública, Carracena atuou ao lado de Gutemberg de Paula Fonseca, atual secretário estadual de Defesa do Consumidor e nome indicado por Flávio Bolsonaro em diferentes gestões no Rio de Janeiro.
“Segundo informações publicadas pela coluna da jornalista Juliana Dal Piva no ICL Notícias, ele também teria sido indicado para o governo de Castro por aliados de Flávio. O próprio advogado teria assumido a Secretaria de Esporte após indicação do senador para substituir ele quando o aliado deixou o cargo para disputar vaga de deputado federal pelo Partido Liberal.”
Gutemberg Fonseca afirma que levou Carracena para diferentes funções na gestão pública. De acordo com ele, a relação entre os dois existe há mais de duas décadas. O secretário afirmou que conhece o advogado há mais de 20 anos e destacou sua experiência profissional ao justificá-lo para funções consideradas técnicas.
A trajetória administrativa dele inclui ainda cargos como diretor de operações em autarquia municipal, presidente do Fundo Especial de Ordem Pública da cidade do Rio de Janeiro e presidente do Conselho Administrativo da Guarda Municipal da capital. Durante a pandemia de Covid-19, ele também integrou o Gabinete de Crise da prefeitura.
De acordo com a Polícia Federal, os investigados na Operação Anomalia teriam estruturado uma associação criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública e ao favorecimento de interesses ligados ao tráfico de drogas.




