Rachas de charretes: cidades do litoral instalam câmeras nas praias

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Racha de charretes: cidades do litoral vão instalar câmeras nas praias

Polícias de Itanhaém e Peruíbe, no litoral sul de SP, vão instalar câmeras e fazer patrulhamento preventivo na faixa de areia das praias

São Paulo — As prefeituras de Itanhaém [https://www2.itanhaem.sp.gov.br/] e Peruíbe [https://www.peruibe.sp.gov.br/], cidades do litoral sul de São Paulo [https://www.metropoles.com/sao-paulo], entraram em acordo para adotar medidas em conjunto com o objetivo de evitar corridas de charretes na faixa de areia das praias de ambas as cidades. Haverá a instalação de câmeras de monitoramento e ações de patrulhamento preventivo.

A informação foi confirmada ao DE, neste sábado (5/4), pelo secretário municipal de Peruíbe. No dia 23 do mês passado, um domingo, Thalita Rochino, 37, morreu após ser atropelada por uma charrete enquanto andava de bicicleta [https://www.metropoles.com/sao-paulo/mulher-atropelada-charrete-praia] com uma amiga, em Itanhaém. A decisão foi tomada após reunião dos secretários de segurança das duas cidades e com a presença de polícias Civil e Militar.

“Estamos confiantes que conseguiremos ter maior poder de ação contra esses deliquentes e conseguir identificar através das imagens quem organiza e quem participa”, afirmou ao DE o secretário de Segurança de Peruíbe, Cristhian Rodrigues José. O equipamento terá zoom, capacidade para girar 360 graus e será usado para prevenir possíveis ações criminosas em vários pontos da orla.

Os rachas de charretes nas praias do litoral paulista viraram notícia e alvo da polícia. Segundo o delegado da Seccional de Polícia Civil de Itanhaém, Archimedes Cassão Veras Júnior, as investigações suspeitam que esses rachas envolviam apostas em dinheiro. Ainda não se sabe quais quantias exatamente essas disputam movimentam. Também de acordo com as autoridades, antes do caso que culminou com a morte de Thalita, não havia conhecimento sobre os rachas.

Apesar do desconhecimento policial, o marido da vítima, Valdemir Pereira dos Anjos, de 37 anos, afirmou ao DE que o suspeito que atropelou a mulher tinha um perfil nas redes sociais em que divulgava vídeos de corridas de charrete. Segundo ele, o material já foi entregue à polícia. Valdemir contou também que não estava presente no local no momento do atropelamento da companheira, porém, ouviu de uma amiga que acompanhava Thalita que estaria acontecendo um racha de charretes no local. O homem prestou depoimentos à polícia no último dia 25 de março.

MORTE DE CICLISTA

Thalita foi atropelada por volta das 11h45 do último dia 23 de março, enquanto passeava de bicicleta junto a uma amiga pela faixa de areia de uma praia de Itanhaém. A charrete envolvida no atropelamento era conduzida por Rudney Gomes Rodrigues [https://www.metropoles.com/sao-paulo/dono-charrete-egua-atropelar-mulher], de 31 anos. Ele foi o autor do primeiro boletim de ocorrência (B.O.). No documento, o condutor disse que passava pela faixa de areia da praia quando viu uma pessoa à esquerda e desviou. Foi nesse momento que a ciclista, que vinha pelo lado direito, teria cruzado na frente da charrete, “ocasionando uma colisão frontal”. Rudney contou ainda que seguiu por cerca de 100 metros adiante para prender o cavalo. A esposa dele teria prestado socorro à vítima. O atropelador voltou ao lugar do acidente e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Thalita foi socorrida, mas morreu dois dias depois [https://www.metropoles.com/sao-paulo/mulher-atropelada-charrete-praia]. Em boletim de ocorrência registrado posteriormente pela amiga que acompanhava a vítima, a testemunha contou que viu dois carros e duas charretes em alta velocidade. Ela afirma que tentou avisar Thalita sobre a vinda dos veículos, enquanto desviava o próprio caminho, porém, escutou um som alto de batida na sequência. Segundo o documento, a amiga contou que, na sequência, avistou Thalita caída no chão com “hemorragia no crânio” e a bicicleta retorcida, com o pneu estourado. A mulher conta que os envolvidos na corrida retornaram ao local para prestar socorro e que fizeram questão de colocar a vítima no carro e levá-la para a UPA de Itanhaém, já que a ciclista “corria risco de vida”.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP [https://www.ssp.sp.gov.br/]), o caso é investigado como homicídio por meio de inquérito policial e as investigações analisam imagens, realizam oitivas de testemunhas e “demais diligências” para esclarecer o ocorrido.

PRISÃO

Rudney foi preso no último sábado (29/3), seis dias após o acontecido, depois de ser localizado por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) em uma casa na Vila Mirim, em Praia Grande. Na ação policial, os agentes encontraram o cavalo e a charrete no bairro Ribeirópolis, no mesmo município. O suspeito foi encaminhado à Cadeia Pública. Em depoimento prestado na última segunda-feira (1°/4), Rudney contou às autoridades que estava conhecendo a égua [https://www.metropoles.com/sao-paulo/dono-charrete-egua-atropelar-mulher] que conduzia na charrete no momento do atropelamento.

FAIXA DE AREIA

Um dia antes da prisão de Rudney, a Prefeitura de Itanhém instalou uma faixa de areia com pedras [https://www.metropoles.com/sao-paulo/faixa-areia-racha-charretes] para impedir a passagem de veículos e charretes dentro dos limites de Itanhaém. A Administração Municipal está analisando mudanças na legislação municipal para endurecer as penalidades contra práticas irregulares nas praias da cidade. Ainda de acordo com o órgão, uma reunião conjunta entre representantes das prefeituras de Itanhaém e de Peruíbe, além das polícias Militar e Civil, aconteceu na última segunda-feira (1°/4) para tratar da fiscalização do local.

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