A eleição da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados acabou provocando uma polêmica fora do Congresso. O motivo foram comentários feitos pelo apresentador Ratinho durante seu programa no SBT, nessa quarta-feira (11/3).
Enquanto comentava a escolha dos parlamentares, o apresentador questionou o fato de a comissão ser liderada por uma mulher trans e citou diretamente a identidade de gênero da deputada. Em um dos trechos que mais repercutiram, ele declarou: “Ela não é mulher, ela é trans”.
Na sequência, Ratinho afirmou que, em sua opinião, o cargo deveria ser ocupado por uma mulher cisgênero. “Teve uma votação hoje, e deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo, não. Tem tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans?”, disse.
Reações iniciais
Mesmo após a repercussão inicial, Ratinho voltou a mencionar o assunto no mesmo programa e tentou minimizar as declarações. “Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher. Mas quero dizer que não tenho nada contra a deputada, o deputado… A deputada Erika Hilton. Elas não me fez nada, ela só fala bem, mas não tenho nada contra ela”, afirmou.
Em outro momento, ele ainda questionou se a parlamentar teria vivência para tratar das pautas discutidas pela comissão. “Para quem não sabe, a deputada Erika Hilton é trans, mas será que ela entende dos problemas e desafios de uma pessoa que nasceu mulher?”, disse.
Impactos imediatos
As declarações repercutiram rapidamente nas redes sociais e geraram críticas ao apresentador. “Já passou da hora de tirarem esse velho do ar. Transfobia pura e ao vivo”, escreveu um internauta no X (antigo Twitter). “Transfóbico, tem que ser preso”, opinou outro.
Reflexão final e chamada para comentários
O episódio coloca em evidência a importância do respeito às diversidades de gênero e a necessidade de combater discursos discriminatórios e preconceituosos. É fundamental que debates sobre representatividade, inclusão e direitos das minorias sejam conduzidos com empatia, respeito e conhecimento. E você, leitor, o que pensa sobre essa polêmica? Compartilhe sua opinião nos comentários.



