A exposição “Post scriptum – Um museu como memória” evidencia os danos causados pela enchente ao acervo e à estrutura do museu, documentando a devastação e os esforços de recuperação. Em maio deste ano, o Museu foi completamente inundado, com a água chegando a dois metros de altura no interior do edifício, um patrimônio histórico do estado. A recuperação do MARGS demandou um investimento de R$ 5,6 milhões, provenientes de diversas fontes, incluindo o patrocínio do Banrisul, recursos da Sedac, apoio da Defesa Civil e doações, demonstrando a solidariedade diante da tragédia.
No contexto da enchente, 183 pessoas perderam suas vidas no Rio Grande do Sul, sendo cinco na Capital. Além disso, mais de 160 mil pessoas foram afetadas e cerca de 49,2 mil edificações foram danificadas em Porto Alegre. Para prosseguir com as ações de restauração e modernização do museu, a instituição também buscou financiamento por meio da Lei Rouanet, visando preservar o patrimônio cultural e histórico do MARGS. A exposição é uma maneira de documentar a memória da tragédia e ressaltar o valor do museu para a comunidade.
A iniciativa de reabertura do MARGS é um passo importante para a recuperação pós-tragédia, fortalecendo o papel do museu como um espaço de preservação da cultura e da história do Rio Grande do Sul. Com a exposição “Post scriptum – Um museu como memória”, o público poderá testemunhar os impactos da enchente e a resiliência na restauração do museu, refletindo sobre a importância da memória coletiva diante de momentos difíceis. O evento reforça a união e a solidariedade da comunidade em prol da preservação do patrimônio cultural e artístico.



