Recife é a capital do Brasil onde mais se brinca carnaval, diz pesquisa
Segundo o levantamento ‘Cultura nas Capitais’, encomendada pelo Ministério da Cultura, 71% das pessoas que foram a festas populares, participaram de desfiles e blocos de carnaval. Salvador ficou em 2º lugar, com 63% de participação.
O pesquisador João Leiva explicou como a pesquisa ‘Cultura nas capitais’ pode influenciar investimentos em políticas públicas para a área de cultura. Segundo ele, a participação dos moradores do Recife nas festas populares e no carnaval está diretamente ligada à forte conexão da população com as tradições locais. O Recife se destaca como a capital brasileira onde mais se brinca o carnaval, com 71% de participação em desfiles e blocos de carnaval.
A cidade de Salvador ficou em segundo lugar, com 63% de participação em atividades relacionadas à Festa de Momo. Belo Horizonte alcançou a terceira posição, com 62% de participação nas festas carnavalescas. Recife se destaca como o local com maior percentual de participação no carnaval, seguido por Salvador, Belo Horizonte, Maceió, João Pessoa e Rio de Janeiro.
O levantamento revelou ainda que o cinema é uma opção de cultura bastante apreciada pelos recifenses, com 46% dos entrevistados indicando que tinham acesso a assistir filmes nos cinemas. Além disso, o estudo apontou o brega como o ritmo mais ouvido na cidade, superando gêneros musicais como MPB, Gospel e Pagode.
Segundo o pesquisador João Leiva, a relação dos recifenses com o brega demonstra a preferência pela cultura local, valorizando artistas e produções regionais. A cidade tem um histórico de valorização da produção cultural local, o que se reflete na forte presença do brega na cena musical recifense.
Apesar da diversidade de equipamentos culturais disponíveis na cidade, como museus e festivais, a secretária de Cultura do Recife, Milu Megale, ressaltou a importância de ampliar o público que frequenta esses espaços e incentivar novos públicos a participar das atividades culturais. A pesquisa ‘Cultura nas Capitais’ foi apresentada em um seminário realizado no Teatro Hermilo Borba, no Centro do Recife, reunindo autoridades, estudiosos e artistas. A Praça do Marco Zero e o Recife Antigo foram os espaços mais citados pelos entrevistados como locais culturais de destaque na cidade.