Descubra o que adicionar à tapioca para reduzir os picos de glicose
Quem tem a tapioca como alimento “sagrado” do café da manhã, deve-se atentar à dica da nutricionista Dani Borges.
Entre os preparos consumidos pelos brasileiros no café da manhã, alguns têm espaço reservado — e garantido —: a tapioca. Considerada saudável — a depender do recheio —, a opção apresenta um índice glicêmico alto, o que tende a aumentar rapidamente o teor de açúcar no sangue. De acordo com a nutricionista Dani Borges, adicionar uma “fórmula” ao alimento pode ajudar a reduzir o pico de glicose.
Segundo a especialista em nutrição, quem tem a tapioca como alimento “sagrado” no café da manhã deve adicionar o psyllium, fibra natural extraída das cascas das sementes da planta Plantago ovata.
“Colocar o psyllium na tapioca, que tem um índice glicêmico mais alto, contribui para reduzir a velocidade de absorção [do alimento] e diminuir esse pico de glicose muito grande”, elucida a nutricionista. O psyllium é fonte de fibras viscosas e, por isso, atua de forma a reduzir o índice glicêmico desencadeado pela tapioca.
A especialista alerta que “manter a glicose alta de forma crônica leva à resistência à insulina, o que aumenta o risco de diabetes tipo 2”. Continuar com esse índice elevado também favorece o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. “Causa inflamação e danos nos vasos sanguíneos”, complementa.
Caso queira reduzir os picos de glicose ao longo do dia, Dani indica comer determinados alimentos no café da manhã, a exemplo de ovos. “Por serem fontes de proteína, contribuem com a diminuição da velocidade da digestão e ao controle da liberação de glicose no sangue”. Ela acrescenta: “Já a aveia contém fibras solúveis, especialmente beta-glucanas, que retardam a absorção de açúcar e melhoram a resposta à insulina”.
No rol de alimentos citados por Dani Borges, constam o abacate e as oleaginosas. “Essas opções oferecem gorduras saudáveis, que também estabilizam os níveis de glicose ao evitar picos rápidos após as refeições”.
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