A Região Metropolitana de Goiânia acaba de ser contemplada com um aporte de R$ 50 milhões destinado a obras de infraestrutura e mobilidade. Os recursos, anunciados nesta semana, vão atender diretamente mais de 200 mil moradores de cidades como Aparecida de Goiânia, Trindade, Senador Canedo e Goianira. O pacote prevê pavimentação, drenagem e construção de novas vias, com início das obras previsto para o segundo semestre.

Entre os projetos prioritários está a duplicação de um trecho de 7 quilômetros da GO-060, que liga Goiânia a Trindade. A via, conhecida como Rodovia dos Romeiros, receberá novas passarelas e ciclovias. Segundo os organizadores, a medida deve reduzir em até 30% o tempo de deslocamento entre as duas cidades, beneficiando milhares de trabalhadores que utilizam a rota diariamente.

Qual o impacto da medida para os moradores de Goiânia?

Para quem vive na capital, o principal reflexo será na redução do tráfego de veículos pesados na entrada da cidade. Com a duplicação, caminhões que hoje congestionam a Avenida Anhanguera poderão utilizar a via alternativa, desafogando o trânsito no Setor Maringá e nas proximidades do Terminal Padre Pelágio. A melhoria também beneficia o transporte público, com previsão de novas linhas de ônibus ligando bairros da região Noroeste ao Centro.

Comerciantes do Setor Bueno e do Setor Oeste também comemoram. O projeto inclui a revitalização de calçadas e a instalação de nova iluminação em áreas comerciais, o que deve atrair mais consumidores. A expectativa é que o comércio local registre um aumento de até 15% no fluxo de clientes nos próximos meses, segundo estimativas da Associação Comercial de Goiânia.

Como fica a região metropolitana?

A Região Metropolitana de Goiânia vive um momento de expansão acelerada. O investimento chega em um momento crucial, quando a população da área metropolitana ultrapassa 2,5 milhões de habitantes. Em Aparecida de Goiânia, as obras contemplam a construção de um novo viaduto na Avenida Rio Verde, que deve eliminar um dos pontos de gargalo mais críticos da cidade. Já em Senador Canedo, a prioridade é a drenagem de córregos para evitar enchentes nos bairros mais baixos.

O governo estadual, que coordena o pacote, afirma que os recursos são oriundos de uma parceria com o Banco Mundial. Em contrapartida, os municípios deverão apresentar projetos de sustentabilidade, como a implantação de parques lineares e sistemas de captação de água da chuva. Trindade, por exemplo, vai ganhar um parque ecológico de 12 hectares na entrada da cidade, com pista de caminhada e academia ao ar livre.

O que diz a Prefeitura sobre o assunto?

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria de Infraestrutura, informou que acompanha de perto o andamento das obras nos municípios vizinhos. O prefeito Sandro Mabel destacou que a integração metropolitana é fundamental para o desenvolvimento da capital. “Estamos articulando ações conjuntas para evitar duplicidade de investimentos e garantir que os benefícios cheguem a todos os goianienses”, afirmou Mabel em nota.

Entre as medidas já em andamento, a Prefeitura prepara um plano de mobilidade para sincronizar os semáforos das principais avenidas da capital com as novas rotas metropolitanas. Técnicos da Secretaria de Trânsito também estudam a criação de faixas exclusivas para ônibus na Avenida T-63, que conecta Goiânia a Aparecida. A expectativa é que as mudanças comecem a ser implementadas ainda neste ano.

As obras devem começar em agosto de 2025, com prazo de conclusão de 18 meses. A população será informada sobre desvios e interdições por meio de aplicativos de trânsito e painéis eletrônicos espalhados pelas vias. Audiências públicas estão marcadas para o próximo mês nos bairros diretamente afetados, como o Setor Sul e o Residencial Vale do Sonho.

Para os moradores da região metropolitana, a recomendação é ficar atento aos canais oficiais da Prefeitura de Goiânia e do governo estadual, onde serão divulgados mapas atualizados das obras. O investimento de R$ 50 milhões é o maior já registrado para a infraestrutura metropolitana nos últimos cinco anos e deve transformar a mobilidade na região.