Reino Unido envia navios e helicópteros para o Chipre em meio às tensões no Oriente Médio: Keir Starmer classifica como “esforço defensivo”

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Reino Unido envia navios e helicópteros ao Chipre em meio ao conflito no Oriente
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Keir Starmer classificou a medida como “esforço defensivo” em meio a atritos com
os Estados Unidos e advertências de Teerã

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REINO UNIDO ENVIA NAVIOS E HELICÓPTEROS AO CHIPRE EM MEIO AO CONFLITO NO ORIENTE
MÉDIO

KEIR STARMER CLASSIFICOU A MEDIDA COMO “ESFORÇO DEFENSIVO” EM MEIO A ATRITOS COM
OS ESTADOS UNIDOS E ADVERTÊNCIAS DE TEERÃ

03 de março de 2026, 14:35 h

Primeiro-ministro britânico, Keir Starmer 19/01/2026 Jordan Pettitt/Pool via
DE (Foto: Jordan Pettitt/Pool via DE)
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247 – O governo britânico anunciou o envio de helicópteros e navios de guerra ao
Chipre como parte de um reforço na estrutura militar do país na região. A
decisão foi confirmada nesta terça-feira pelo primeiro-ministro do Reino Unido,
Keir Starmer, que classificou a iniciativa como um “esforço defensivo” voltado à
proteção das forças britânicas instaladas na base localizada no território
cipriota.

Segundo O Globo
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em um comunicado publicado na rede social X, Starmer detalhou que a mobilização
busca ampliar a segurança dos militares britânicos diante da escalada de tensões
no Oriente Médio.

ELEVAÇÃO DO NÍVEL DE “CAPACIDADE DEFENSIVA”

O porta-voz oficial do premiê, David Pares, já havia indicado anteriormente que
Londres havia deslocado “um nível significativo de capacidade defensiva” para o
Chipre. Segundo ele, o reforço inclui diferentes recursos estratégicos. “Creio
que já detalhamos diversas vezes os ativos e capacidades que mobilizamos
defensivamente para a região. Isso inclui sistemas de radar, defesa aérea e
jatos F-35. Trata-se de um nível significativo de capacidade defensiva para
nossas bases em Chipre”, afirmou.

O anúncio ocorre poucos dias após uma base britânica no Chipre — que havia sido
disponibilizada aos Estados Unidos para ataques contra instalações de mísseis do
Irã — ter sido atingida por bombardeios iranianos. Embora tenha autorizado o uso
da instalação pelos norte-americanos, o governo britânico sustentou que sua
participação deveria se limitar a ações de defesa, não ofensivas.

RELAÇÕES “JÁ NÃO SÃO MAIS AS MESMAS”, DIZ TRUMP

Em meio ao episódio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em
entrevista ao jornal britânico The Sun que as relações entre Washington e
Londres “já não são mais as mesmas”. Segundo ele, o primeiro-ministro britânico
“não tem cooperado” com os objetivos americanos no uso das bases militares.

Trump também mencionou que Alemanha e França, país que anunciou recentemente a
ampliação de seu arsenal nuclear, mantêm atualmente relações “muito fortes” com
os Estados Unidos. Na véspera, o presidente norte-americano já havia criticado
Starmer ao afirmar que o premiê “demorou muito tempo” para autorizar a
utilização da base de Diego Garcia, no Oceano Índico.

STARMER DIZ QUE REINO UNIDO NÃO PARTICIPARÁ DE AÇÕES OFENSIVAS

Por sua vez, Starmer reiterou que o Reino Unido não participará de “ações
ofensivas contra o Irã”. Ao comentar a escalada do conflito, declarou: “O Irã
está aplicando uma estratégia de terra arrasada, por isso apoiamos a autodefesa
coletiva de nossos aliados e de nosso povo na região”.

Também nesta terça-feira, o governo iraniano advertiu países europeus contra
qualquer envolvimento direto no conflito com Estados Unidos e Israel. Alemanha,
França e Reino Unido haviam sinalizado, em comunicado conjunto, a possibilidade
de adotar medidas defensivas para neutralizar ataques de mísseis iranianos.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, reagiu
às declarações. “Seria um ato de guerra. Qualquer ato do tipo contra o Irã seria
considerado cumplicidade com os agressores. Seria considerado um ato de guerra
contra o Irã”, afirmou ao ser questionado sobre o posicionamento das três
potências europeias.

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