Visitantes europeus que desejam viajar ao Reino Unido terão que obter uma Autorização Eletrônica de Viagem (ETA) com antecedência a partir desta quarta-feira, 2. A medida segue uma tendência global de reforço na segurança da imigração, permitindo a triagem de passageiros antes da entrada no país.
A ETA será obrigatória para todos os viajantes que não necessitam de visto para ingressar no Reino Unido, com um custo inicial de 10 libras (12 euros), que aumentará para 16 libras a partir de 9 de abril. Cidadãos irlandeses estão isentos da exigência.
O sistema foi introduzido no ano passado para visitantes de países como Estados Unidos, Canadá e Austrália e, agora, passa a ser ampliado. Segundo a ministra da Migração, Seema Malhotra, a expansão do ETA reforça o compromisso do governo britânico em utilizar tecnologia e inovação para aumentar a segurança.
O Ministério do Interior do Reino Unido informou que a solicitação pode ser feita de maneira simples pelo aplicativo ETA, com a maioria dos pedidos sendo processada automaticamente em minutos. Os viajantes devem fornecer uma foto, informações pessoais e responder a perguntas sobre antecedentes criminais. Após a aprovação, a autorização é vinculada digitalmente ao passaporte.
O ETA permite múltiplas entradas no Reino Unido por um período de até seis meses dentro de dois anos. Empresas aéreas, operadoras de balsas e trens terão a responsabilidade de verificar o status da autorização antes do embarque.
A companhia aérea easyJet afirmou na terça-feira que não espera impacto significativo na demanda por viagens entre a Europa e o Reino Unido devido à nova exigência. Em 2023, o país recebeu 22,5 milhões de visitantes da União Europeia, um aumento em relação aos 19 milhões registrados em 2022, segundo dados oficiais.