O projeto “Grande DE” lançado pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu tem causado preocupação na região do Oriente Médio, de acordo com a relatora especial da ONU para a Palestina, Francesca Albanese. Durante uma reunião realizada em Amã, na Jordânia, Albanese afirmou que a Jordânia está dentro da zona de risco desse projeto, colocando em perigo a estabilidade regional como um todo. A relatora destacou a necessidade de atenção e preocupação diante dessa ameaça.
Albanese ressaltou a urgência de uma ação efetiva diante da situação, apontando para a omissão generalizada que atualmente impera. Ela observou que tanto indivíduos quanto governos na região e na Europa estão em negação em relação à realidade da ameaça representada pelo projeto. A relatora alertou para a gravidade da situação e destacou a importância de reconhecer e enfrentar essa realidade.
A relatora da ONU apontou a importância da pressão internacional para responsabilizar Israel pelos crimes cometidos na região, especialmente em Gaza e na Cisjordânia. Albanese enfatizou a necessidade de a Jordânia unir esforços com a Corte Internacional de Justiça para garantir que os responsáveis por tais crimes sejam levados à justiça. Ela citou a crescente mobilização global em busca de justiça como um indicativo da necessidade de responsabilização.
Ao questionar a aliança entre Israel e Estados Unidos, Albanese levantou preocupações sobre seu impacto no direito internacional. Ela destacou a importância de se focar nos direitos individuais, e não nos Estados, como premissa fundamental para lidar com a situação. Albanese avaliou as ações necessárias para garantir a justiça na região, incluindo a retirada de Israel, o desmantelamento de assentamentos e a cessação da exploração dos recursos naturais palestinos.
Albanese também fez críticas à Europa e pediu que países não negociem petróleo e gás com Israel. Ela instou os países europeus a corrigir os erros do passado e assumir responsabilidade diante das questões envolvendo os palestinos. A relatora apontou diretamente para Itália, França e Alemanha, acusando-os de pressionarem por sua destituição do cargo.
Por fim, Albanese destacou a gravidade da situação na Faixa de Gaza, descrevendo-a como um processo de genocídio gradual que inclui assassinatos em massa, demolição de casas e prisões. Ela defendeu a necessidade de uma ação coletiva para enfrentar o genocídio e as violações dos direitos humanos na região. A relatora reiterou a importância de se unir esforços para garantir que tais atrocidades não continuem impunes.




