Reorganização do centro enfrenta resistência da direita

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A reorganização do centro político brasileiro voltou ao radar na última semana, impulsionada pela reunião de governadores e pela empreitada do PSD de se apresentar como polo nacional em um ambiente saturado pela polarização. Gilberto Kassab, Ronaldo Caiado, Ratinho Jr. e Eduardo Leite passaram a ser mencionados como partes de um mesmo projeto, quase sempre tratados como bloco. Tarcísio de Freitas, por sua vez, permaneceu em posição singular. Mesmo deixando claro que não é candidato a presidente, continuou se mantendo como um dos nomes mais mencionados no debate de sucessão presidencial. Esse tipo de articulação de centro nasce com uma contradição de origem. Ao mesmo tempo em que tenta se diferenciar da polarização Lula versus Bolsonaro, depende dela para existir como alternativa. A terceira via só se torna relevante se há fadiga com os polos, mas enfrenta dificuldade estrutural para se sustentar. O movimento é liderado por políticos experientes, mas com baixa capacidade de mobilização emocional.

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