Reserva de petróleo na Venezuela: da tecnologia de ponta ao abandono

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No noroeste da Venezuela, acima da maior reserva de petróleo do mundo, estão hoje equipamentos de exploração desgastados, com ferrugem e tecnologia ultrapassada. O Lago Maracaibo, com 150 km de comprimento e 50 km de largura, é cenário da decadência. Nos anos 70, a reserva teve seu auge, explorada pela estatal PDVSA, incapaz de se modernizar devido à falta de investimento em manutenção.

A corrupção, má administração, sanções dos EUA e a queda global no preço do petróleo contribuíram para a decadência da PDVSA. O Fantástico exibiu imagens dessa situação e detalhou a história recente do país. Os moradores da região sentem saudade dos tempos áureos, como Rafael Zambrano, da PDVSA, que mostra plataformas agora abandonadas, antes tecnológicas.

Nos anos 70, a Venezuela era conhecida como ‘Venezuela Saudita’, após descobrir sua rica reserva de petróleo, que impulsionou o país ao extremo da prosperidade. Porém, a desigualdade social persistiu, alimentando a revolução liderada por Hugo Chávez nos anos 90. Chávez, eleito presidente em 1998, ao lado de Maduro, transformou o petróleo num pilar da revolução bolivariana.

Com a morte de Chávez, Maduro sucedeu-o, consolidando seu poder com repressão e propaganda. Antigos aliados foram perseguidos, como Rafael Ramirez, e a crise econômica e a pressão internacional agravaram-se. A busca por desestabilizar Maduro fracassou, mantendo-o no poder com investimento maciço em propaganda, incluindo um super-herói animado. A Venezuela segue dividida entre apoiar ou repudiar Maduro. Ouça o podcast do Fantástico para mais detalhes.

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