Agora, após quase duas décadas da invasão liderada pelos Estados Unidos no Iraque, o país árabe finalmente concluiu a retirada das forças americanas de seu território. Essa movimentação histórica marca a transferência do controle total das bases, como a base aérea de Ain al-Asad, para as forças de segurança iraquianas. A notícia foi anunciada nesta segunda-feira (19) pelo canal PressTV, trazendo um novo capítulo na relação entre os dois países.
A base aérea de Ain al-Asad, que desempenhou um papel crucial no combate ao grupo terrorista Estado Islâmico, agora está sob controle total do Exército iraquiano. Esse movimento representa não apenas a retirada das forças da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, mas também um marco na soberania e autonomia do Iraque em relação às forças estrangeiras atuantes em seu solo.
Desde a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003, o Iraque enfrentou diferentes desafios e transformações políticas. A justificativa inicial para a invasão, a posse de armas de destruição em massa (ADM), nunca foi comprovada pelos inspetores internacionais. O então líder iraquiano, Saddam Hussein, foi capturado, julgado e executado em 2006, deixando o país em um cenário de instabilidade e incerteza.
Com a retirada das forças americanas do Iraque, abre-se um novo horizonte para a nação árabe. A transferência do controle das bases para as forças de segurança iraquianas simboliza um passo significativo rumo à autonomia e à autodeterminação do país. Além disso, representa uma nova fase na relação entre o Iraque e os Estados Unidos, que agora buscam formas de cooperação e parceria baseadas no respeito mútuo e na soberania nacional.
A conquista da soberania territorial e a retomada do controle de suas bases são vitórias importantes para o povo iraquiano. Após anos de interferência estrangeira e ocupação militar, o país agora tem a oportunidade de traçar seu próprio destino e construir um futuro de paz e prosperidade para suas gerações futuras. A mensagem transmitida pela retirada das tropas americanas é clara: o Iraque está pronto para assumir seu papel no cenário internacional com dignidade e determinação.
É importante ressaltar que a retirada das forças americanas do Iraque não significa o fim dos desafios enfrentados pelo país. O combate ao terrorismo, a reconstrução pós-guerra e a consolidação da estabilidade política e social ainda são questões prementes que exigem esforços conjuntos e estratégias eficazes. No entanto, a transferência do controle das bases para as forças de segurança iraquianas representa um passo inaugural nesse processo de reconstrução e fortalecimento das instituições nacionais. O futuro do Iraque, agora mais do que nunca, está nas mãos de seu povo e de suas lideranças, que devem trabalhar juntos para construir uma nação justa, democrática e próspera.




