Réu por assassinato do gari em Belo Horizonte vai a júri popular: crimes de homicídio e ameaça em destaque

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Réu por assassinato do gari Laudemir Fernandes em rua de BH vai a júri popular

Além de homicídio, Renê da Silva Nogueira Júnior responderá pelo crime de ameaça
contra a motorista do caminhão. Data do julgamento ainda será definida.

A Justiça de Minas Gerais decidiu, nesta quarta-feira (28), que Renê da Silva
Nogueira Júnior, réu pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes,
vai a júri popular. Além de homicídio, o suspeito responderá pelos crimes de
ameaça contra a motorista do caminhão, Eledias Aparecida Rodrigues, tentativa de
fraude processual e porte ilegal de arma de fogo.

A defesa ainda pode recorrer da decisão.

Na decisão sobre o júri popular, que ainda terá data definida, a juíza do 1º
Tribunal do Júri também manteve a prisão preventiva do acusado e negou o pedido
de sigilo do processo feito pela defesa.

Durante o incidente no trânsito, Renê da Silva Nogueira Júnior atirou de forma fatal no gari Laudemir de Souza Fernandes, funcionário da coleta de lixo em Belo Horizonte, e ameaçou a motorista do veículo. Uma semana após o crime, ele confessou ter cometido o assassinato, levando o Ministério Público a solicitar o bloqueio de R$ 3 milhões em bens do casal para indenização à família da vítima.

Em setembro de 2025, Renê se tornou réu. Utilizando uma pistola calibre 380, que pertencia à sua esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, para cometer o crime, ele foi processado. Ana Paula também foi investigada por porte ilegal de arma de fogo e prevaricação, sendo afastada do cargo, mas seus crimes não estão diretamente ligados à morte do gari e serão julgados separadamente.

Renê Júnior, de 48 anos e empresário do ramo alimentício, está detido desde o acontecimento. Casado com a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, ele é popular nas redes sociais, onde se apresenta como “cristão, patriota, marido e pai”.

O caso chocante do assassinato de Laudemir Fernandes gerou investigações detalhadas, resultando no encaminhamento do acusado ao Tribunal do Júri para julgamento. Agora, resta aguardar a definição da data para o júri popular, que decidirá o destino de Renê da Silva Nogueira Júnior diante dos crimes pelos quais ele é acusado, incluindo homicídio e ameaça. O processo continuará a se desenrolar, revelando mais detalhes sobre os eventos que levaram à trágica morte do gari em Belo Horizonte.

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