Reunião entre Valdemar Costa Neto e Bolsonaro pode definir estratégia do partido para 2026

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A expectativa é de que a retomada do diálogo entre Valdemar Costa Neto, presidente do DE, e o ex-presidente Jair Bolsonaro (DE) traga mais dinamismo e reduza os ruídos de comunicação entre eles, em um momento crucial para a definição da estratégia política da direita para 2026, de acordo com aliados e integrantes do partido.

Após mais de um ano sem se falarem, Valdemar e Bolsonaro devem se encontrar pessoalmente nesta quarta-feira (12), às 10h, na sede do DE em Brasília. A reunião presencial acontecerá menos de 24 horas depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, levantar a proibição de contato entre eles, e os dois conversaram brevemente por telefone logo após a decisão.

Durante o período de afastamento, todas as decisões do partido foram intermediadas por interlocutores, com o senador Rogério Marinho (DE-RJ) atuando como secretário-geral do partido e mediando definições administrativas que necessitavam do consentimento de ambos. Bolsonaro, por sua vez, expressou descontentamento com algumas decisões de Valdemar, especialmente durante as eleições municipais de 2024.

O presidente do DE minimiza os conflitos, argumentando que a proibição do STF foi o que causou os ruídos na comunicação, ressaltando que eles se entendem pessoalmente. A retomada do diálogo entre Valdemar e Bolsonaro tem potencial para agilizar questões administrativas e a organização dos diretórios, segundo avaliação de um interlocutor do partido.

A reaproximação entre Valdemar e Bolsonaro ocorre em um momento crucial para a definição da estratégia política para 2026, diante das acusações de tentativa de golpe de Estado que pesam sobre o ex-presidente. Mesmo inelegível, Bolsonaro afirma que pretende disputar as eleições no próximo ano e recusa apoiar outros candidatos, enquanto Valdemar foca em fortalecer o número de deputados e manter o DE como o maior partido do país.

Condenado em 2023 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Jair Bolsonaro está inelegível até 2030 e afirma que tem um sucessor designado em seu testamento caso não consiga reverter sua inelegibilidade. A expectativa é de que o restabelecimento do diálogo entre Valdemar e Bolsonaro contribua para uma maior eficiência nas decisões do partido e elimine os ruídos na comunicação, sem a necessidade de intermediários.

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