Réus por mortes em rebelião na antiga cadeia de Manaus recebem penas somadas de 368 anos

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Réus por mortes durante rebelião em Manaus são condenados a penas que somam mais de 360 anos de prisão

Foram julgados Janderson Rolin Matos, Ronildo Nogueira da Silva e Jones dos Remédios Martins pela morte de quatro detentos em rebelião na antiga Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, em 2017.

Três réus por mortes durante rebelião em antiga cadeia de Manaus são julgados. — Foto: Divulgação/TJAM

Mais três réus foram condenados pela Justiça do Amazonas por participarem da morte de quatro detentos durante uma rebelião na antiga Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa
[https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2017/01/rebeliao-em-cadeia-publica-deixa-mortos-em-manaus.html],
em 8 de janeiro de 2017. Somadas, as penas chegam a 368 anos em regime fechado. Segundo as investigações e a denúncia formulada pelo Ministério Público, a rebelião foi uma retaliação à chacina ocorrida dias antes no Complexo Prisional Anísio Jobim (Compaj)
[https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2017/01/rebeliao-em-presidio-de-manaus-tem-mortes-e-refens-diz-ssp.html]. Segundo os autos, o ataque foi planejado e as mortes ocorreram na madrugada, apenas quatro dias após a reativação da cadeia pública.

O julgamento foi realizado pela 1.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus [https://g1.globo.com/am/amazonas/cidade/manaus/], com início no dia 23 de fevereiro e encerramento na sexta-feira (27). Os réus são:

Janderson Rolin Matos, o “Passarinho” — condenado a 282 anos de prisão
Ronildo Nogueira da Silva, o “Canela” — condenado a 36 anos de prisão
Jones dos Remédios Martins, o “Bactéria” — condenado a 50 anos de prisão. Os réus foram condenados pelos homicídios de Tássio Caster de Souza, Rildo Silva do Nascimento, Fernandes Gomes da Silva e Rubiron Cardoso de Carvalho, além de tentativa de homicídio contra Márcio Pessoa da Silva, Anderson Gustavo Ferreira da Silva, Omar Melo Filho, Leandro da Silva Araújo, Bruno Queiroz Ribeiro e Fabiano Pereira da Silva.

Janderson, Ronildo e Jones foram apresentados em plenário para participar da sessão de julgamento. Janderson e Jones responderam ao interrogatório, mas Ronildo preferiu usar o direito de se manter em silêncio. O julgamento do trio foi o segundo do processo relacionado à rebelião na antiga cadeia pública. O primeiro ocorreu em Manaus, em 3 de julho no ano passado, e teve como réu João Pedro de Oliveira Rosa Rodrigues, condenado a 168 anos de prisão. A programação organizada pelo Tribunal do Júri, de acordo com o TJAM, prevê que os réus Fabrício Duarte Araújo, Rômulo Brasil da Costa (o “LH”), Herrison Ilemy da Silva Lobato (o “Jow Jow”) e Ailton Santos da Silva (Major) serão julgados entre os dias 4 e 8 de maio deste ano. Ainda segundo a Justiça, os réus Laerte Maciel Lopes Júnior (“Catatau”), Eduardo Sousa Ferreira (“Fantasma”) e Fábio dos Santos Taveira (“Fabinho”) serão julgados entre os dias 29 de junho e 3 de julho. Manaus tem mais uma rebelião de presos, uma semana após massacre

Manaus tem mais uma rebelião de presos, uma semana após massacre.