Revogação do visto de assessor de Trump: Lula acusa ato político no Brasil

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Valdo: assessor de Trump omitiu real motivo de visita e tentou transformar viagem ao Brasil em ato político

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que e o assessor de Donald Trump para assuntos relacionados ao Brasil, Darren Beattie, omitiu o real motivo da visita e transformou a viagem ao território brasileiro em um ato político.

Para auxiliares de Lula, Darren Beattie justificou a vinda ao Brasil com uma participação em um evento sobre terras raras e minerais críticos em São Paulo, mas acabou planejando reuniões políticas – o que não foi informado no pedido de vista.

Esse planejamento ficou claro, na avaliação de governistas, após o ex-presidente Jair Bolsonaro pedir ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para receber uma visita, na prisão, do assessor de Trump.

Diante dessa movimentação, o governo Lula recorreu ao princípio da reciprocidade, um dos principais da diplomacia, para justificar – também politicamente – a revogação do visto de Darren Beattie.

Dessa forma, Lula conseguiu um argumento político para se contrapor às investidas de assessores de Trump que atuam na promoção da agenda de política externa “America First”.

A doutrina “America Frist”, ou América em primeiro lugar, na tradução livre, é um plano do governo Donald Trump que fala sobre reajuste da presença militar norte-americana em um contexto global para enfrentar ameaças urgentes no hemisfério ocidental.

A decisão de revogar o visto de Darren Beattie, portanto, é um ato político para se contrapor a uma nova associação entre bolsonaristas e trumpistas em um ano de eleição presidencial no Brasil.

Reações iniciais

Darren Beattie, à esquerda na imagem, em evento nos EUA em 2022 — Foto: John Rudoff/Sipa USA via Reuters Connect

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