SÃO PAULO (SP) — A brasileira Gabriela Querino Elorriaga, de 26 anos, foi encontrada sem vida no Canal de Tessera, na Lagoa de Veneza, Itália, após um trágico acidente náutico que também resultou na morte de seu marido, o italiano Sean Michieli, de 25 anos. O acidente ocorreu no último sábado (12) e o corpo de Gabriela foi localizado na terça-feira (15), conforme anunciou o prefeito de Veneza, Simone Venturini.
Gabriela, natural de Ribeirão Preto (SP), estava em uma pequena embarcação quando colidiu com um táxi aquático. Embora a Lagoa de Veneza possua uma vasta extensão de água, é considerada uma laguna costeira rasa, separada do Mar Adriático e repleta de canais que permitem a navegação. Até o momento, as autoridades italianas não divulgaram detalhes como o horário ou a dinâmica da colisão.
A Lagoa de Veneza abrange aproximadamente 550 km², e mais de 85% da área possui menos de 2 metros de profundidade, o que exige atenção redobrada na navegação. As regras locais determinam limites de velocidade que variam entre 5 km/h e 20 km/h, dependendo da região. Com isso, é crucial que as embarcações mantenham luzes de navegação acesas durante a noite e em condições de visibilidade reduzida.
O caso agora está sendo investigado pela Procuradoria de Veneza sob a hipótese de homicídio náutico. O condutor do táxi aquático está sendo investigado, e a procuradoria solicitou autópsias e perícias para entender as circunstâncias do acidente. O advogado do motorista afirmou que seu cliente estava ileso e que ligou para o socorro imediatamente após a colisão, destacando que a visibilidade era baixa na hora do incidente.
A tragédia levantou questionamentos sobre a segurança na Lagoa e as responsabilidades dos motoristas, especialmente em áreas de intensa movimentação turística e navegacional como Venezia. O acidente repercute não apenas pela dor das famílias enlutadas, mas também pela busca por respostas que ajudem a compreender como esse lamentável evento ocorreu em um dos destinos mais famosos do mundo.


