Os produtos de investimento escolhidos pelo Rioprevidência foram as letras financeiras, que não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Isso significa que, mesmo em caso de falência da instituição financeira, a restituição seria apenas de uma parte mínima do total investido. Mesmo assim, o governo do Rio garante que os pagamentos aos inativos e pensionistas não serão afetados.
Em resposta às críticas do TCE e à investigação em curso, o Rioprevidência afirmou que investiu um total de R$ 960 milhões em letras financeiras do Banco Master entre outubro de 2023 e agosto de 2024. A autarquia está em negociações para substituir esses investimentos por precatórios federais. Ressaltou ainda que o Banco Master possuía autorização e credenciamento ativo junto aos órgãos competentes, além de classificação de risco de crédito de “grau de investimento”.
Apesar dos alertas do TCE, o Rioprevidência prosseguiu com investimentos no Banco Master. O ex-diretor de investimentos do fundo explicou que as taxas oferecidas pelo banco eram vantajosas em comparação com outros concorrentes. No entanto, as operações realizadas após os alertas do tribunal foram de alto risco, com investimentos em fundos que sofreram desvalorização significativa.
A investigação do TCE começou a partir de denúncias e observações sobre as operações do Rioprevidência. O órgão de previdência investiu em fundos administrados pela corretora do grupo Master, que também foi liquidada pelo Banco Central. Os aportes realizados geraram preocupação devido ao alto risco envolvido nos investimentos.
Por fim, especialistas apontam que o Rioprevidência não tem garantia de recuperação do dinheiro investido, e que o banco Master enfrenta incertezas quanto à sua situação financeira. A prisão do controlador do banco levantou ainda mais questionamentos sobre a transparência e solidez da instituição. Com tantas incertezas no ar, resta ao Rioprevidência aguardar o desenrolar dos acontecimentos e buscar alternativas para minimizar eventuais prejuízos.



