Riscos de criança esquecida em carro: diretor do Samu orienta em situações de emergência

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Desidratação, desmaio e até morte: diretor do Samu explica riscos de criança esquecida em carro

Bebê de 1 ano e 11 meses ficou cerca de duas horas trancada em veículo e foi resgatada por policial de folga. Especialista explica perigos e orienta como agir em casos semelhantes.

Diretor do Samu Fortaleza orienta em casos de crianças trancadas em veículos.

Uma criança de um ano e 11 meses de idade ficou trancada em um carro, em Fortaleza, por cerca de duas horas, até ser resgatada por uma policial que estava de folga. O diretor do Samu Fortaleza, Kitt Rola, explicou que a criança correu riscos como desidratação, falta de oxigênio, desmaio e até mesmo morte.

A menina ficou esquecida em um carro no Bairro Conjunto Ceará. Andrezza Rakoff, a policial militar que fez o resgate, disse que a menina já estava “desfalecendo” quando foi retirada do veículo.

A situação foi descoberta após a militar perceber uma movimentação de pessoas perto do carro. Com a ajuda de populares, que conseguiram um martelo, a agente quebrou o vidro e retirou a menina que estava presa no veículo.

“É um risco enorme dessa criança ter ficado num local fechado, sem uma boa ventilação, com calor excessivo. Criança desidrata muito fácil, então, ela teve um risco enorme de desidratação aguda. Isso leva a perda de consciência nos casos graves”, comentou o diretor do Samu.

“Ela já tava com cianose [coloração azulada na pele], já estava com sinais de que, realmente, estava com baixa oxigenação e precisava ser retirada o mais rápido possível”, reforçou Kitt.

O diretor do Samu orientou que, em casos como este, é necessário uma “atitude enérgica” e ligar para os órgãos competentes como o próprio Samu e o Corpo de Bombeiros. “Para que, rapidamente, a gente chegue e possa retirar essa criança com vida. E iniciar os socorros necessários para salvar a vida dela”, destacou.

Kitt comentou a atitude da policial que salvou a criança. “Em caso de demora [no socorro], tem que, realmente, agir. Quebrar o vidro, tentar retirar essa criança o mais rápido, porque, com o calor, a temperatura, ali dentro, ela desidrata, ela fica sem oxigênio e ela pode ir a óbito, ali, em pouco tempo”, disse.

“No caso dela, ela [a criança] estava já quase inconsciente, então, não é recomendado dar líquido. Ela tem que ir, realmente, para uma unidade de saúde para fazer hidratação venosa. A gente só vai dar via oral, se ela tiver, ainda, consciente, que possa engolir sem risco de se engasgar”, explicou.

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