Rita Cadillac, aos 71 anos, decidiu se afastar dos desfiles de escolas de samba após anos de dedicação, optando agora pelo carnaval de rua como madrinha de trios elétricos. Em uma entrevista exclusiva ao Terra, a ex-chacrete revelou que prefere a descontração e a liberdade que o carnaval de rua proporciona em comparação com a pressão e ansiedade dos desfiles de escolas de samba.
Na indústria midiática há 52 anos, Rita Cadillac é lembrada como uma das mais icônicas chacretes que passaram pelo palco do Chacrinha. Para se manter relevante ao longo dos anos, ela diversificou sua carreira, participando de cinema, música e desfiles de carnaval. Com passagens por quase todas as escolas de samba no eixo Rio-São Paulo, Rita decidiu se aposentar da Avenida e focar apenas nos trios elétricos do carnaval de rua.
A mudança de foco de Rita se deve a vários motivos, incluindo o desgaste físico, a responsabilidade de estar presente nos ensaios da escola de samba e o desenvolvimento da fantasia. Ela relembrou um episódio em que a fantasia foi finalizada momentos antes do desfile, causando desconforto por estar sendo concluída em uma região íntima. “Já teve ano em que, na avenida, a minha roupa foi costurada no corpo e depois colada com super bonder na pele”, comentou a dançarina.
Além das questões de conforto e ansiedade, Rita Cadillac também mencionou o alto custo associado aos desfiles de escolas de samba. Ao assumir a responsabilidade pela roupa, muitas vezes é necessário desembolsar quantias significativas para garantir uma fantasia impecável. Mesmo com os desafios, Rita continua apaixonada pelo carnaval e pela folia, preferindo agora a leveza e diversão dos trios elétricos.
Para aqueles que desejam acompanhar Rita Cadillac durante o carnaval, a agenda da ex-chacrete inclui participações nos trios da Salete Campari, Lisa Gomes e Cecílias e Buarques. Com sua experiência e carisma únicos, Rita promete animar e divertir os foliões com sua presença marcante nos festejos de rua. Ainda que tenha deixado para trás os desfiles de escolas de samba, seu legado e amor pelo carnaval permanecem vivos e pulsantes.




