Rivaldo Barbosa deixa Penitenciária Federal de Mossoró – Últimas Notícias

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Delegado Rivaldo Barbosa ingressou no sistema prisional do Rio de Janeiro na madrugada desta terça-feira (17), após ser transferido da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), ele deu entrada por volta de 0h30 está custodiado no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, em Bangu 8.

Ainda de acordo com a Seap, a transferência de Domingos Inácio Brazão ainda está em andamento pelos órgãos responsáveis.

Transferência autorizada pelo ministro do STF

A transferência foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou a transferência de Domingos Inácio Brazão, também condenado por envolvimento no caso, preso em Rondônia.

Rivaldo Barbosa foi condenado a 18 anos de prisão pelos crimes de obstrução à Justiça e corrupção. Ele também perdeu a função pública.

O ex-delegado acabou absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) das acusações de ter planejado e mandado matar a ex-vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, por falta de provas.

Acusações e denúncias envolvendo vários suspeitos

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Domingos Brazão, e o irmão dele, o deputado federal Chiquinho Brazão, são apontados como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018.

Outro denunciado é o ex-assessor Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe, que, segundo a acusação, integraria a organização criminosa ao lado dos irmãos Brazão.

Ainda conforme a PGR, o crime teria sido motivado pela atuação política da vereadora, que contrariava interesses dos irmãos Brazão, incluindo a regularização de áreas sob influência de milícias no Rio de Janeiro.

Decisão que impacta vários envolvidos no caso

Moraes decidiu que os condenados no caso Marielle fiquem presos no RJ.

De acordo com documentos divulgados, a transferência foi autorizada a partir de um pedido do Ministério Público Federal, que apontou riscos de fuga e possíveis influências externas no desdobramento do caso.

Os desdobramentos dessa decisão impactam não só os condenados como também a investigação em andamento e a busca por justiça para as vítimas e suas famílias.