O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) manifestou, em declarações feitas nesta quinta-feira, dia 16 de janeiro de 2026, uma posição firme após o tarifaço de 25% anunciado pelo governo dos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Em suas falas, Correia sublinhou que o governo do presidente Lula se compromete a fortalecer as relações comerciais com o Mercosul, a Europa e a China, reiterando a qualidade dos produtos brasileiros e a determinação contra os efeitos dessa nova tarifa. “Produtos brasileiros são de boa qualidade e isso não nos fará recuar”, afirmou. Além disso, ele classificou a família Bolsonaro de “inimiga do povo brasileiro” e acusou seus membros de influenciar negativamente as relações comerciais do país.
Correia fez questão de ressaltar um contexto mais amplo, mencionando que as importações dos Estados Unidos em produtos brasileiros atingiram valores significativos, com cerca de US$ 37,7 bilhões em 2025, um número que representa aproximadamente R$ 192,7 bilhões. Dados divulgados pela Comex Stat, plataforma oficial do Ministério do Desenvolvimento, indicam que os dez produtos mais exportados do Brasil para os EUA compõem quase metade dessa receita, embora a nova tarifa não afete a maioria deles. Produtos como petróleo bruto, café, aeronaves e celulose estão isentos da taxa adicional, o que oferece certo alívio às exportações do Brasil.
As reações a esse decisão foram diversas, com Correia se posicionando fortemente contra as ações da família Bolsonaro. Na sua declaração, ele citou informações que circularam nas redes sociais, onde a família Bolsonaro foi acusada de articular a tarifação ao influenciar a percepção negativa do Pix, sistema de pagamentos brasileiro; “Ajudem a denunciar!”, pediu, afirmando que os Estados Unidos atacaram o sistema de pagamento por prejuízos alegados a empresas americanas. A declaração do congressista sugere um clima de tensão e desconfiança envolvendo a administração Bolsonaro e suas repercussões no comércio exterior.
Qual é o impacto do tarifaço na economia brasileira?
A decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar a taxa de 25% sobre diversas mercadorias brasileiras entra em vigor a partir de 22 de julho de 2026. Os produtos afetados incluem itens industriais e agrícolas, como pneus, máquinas e combustíveis, que irão enfrentar um aumento significativo de custos. A medida representa uma tentativa de proteger o mercado norte-americano e pode desviar fluxos comerciais previamente estáveis. No entanto, Correia enfatizou que a árvore da indústria brasileira é robusta e que o governo do Brasil vai buscar alternativas para mitigar os danos.
Além disso, essa situação deverá provocar desdobramentos nas relações política e econômica do Brasil com os Estados Unidos, fomentando discussões sobre políticas de comércio exterior e a posição do Brasil em suas negociações com outros blocos, como o Mercosul. Com o que se avizinha como um ambiente competitivo, a necessidade de diversificação dos mercados se torna premente. Para mais informações sobre a situação do ex-presidente e suas articulações, consulte também as atualizações sobre o ex-presidente Bolsonaro.
A curto prazo, espera-se uma pressão sobre os setores mais atingidos pela nova tarifa, podendo assim gerar descontentamento e manifestações. Este clima poderá ressoar no cenário político nacional, visto que lideranças opositoras tentam capitalizar essa insatisfação para fortalecer sua base. A resposta política em torno dessas tarifas e a boa qualidade dos produtos nacionais podem moldar o futuro das próximas eleições federais.
Como a oposição e os aliados de Bolsonaro estão reagindo?
Os aliados de Jair Bolsonaro (PL) têm se posicionado cautelosamente em relação ao tarifaço. O clima entre os apoiadores no Congresso Nacional permanece tenso, pois muitos deles sentem a pressão das bases e, consequentemente, têm sido mais abertos em criticar Estados Unidos e a gestão atual, especialmente em tempos onde a popularidade de Bolsonaro está em queda por seu envolvimento em processos judiciais. E isso fica mais evidente quando se considera que o ex-presidente é réu em cinco processos no Supremo Tribunal Federal.
Comparando-se a outros ex-presidentes que enfrentaram crises em suas gestões, como Dilma Rousseff durante o impeachment e Fernando Collor, o atual momento de Bolsonaro se torna crítico. No cenário atual, o ex-presidente corre o risco de ser declarado inelegível até 2030, o que o coloca sob uma luz extremamente negativa no contexto político. Para entender a evolução desse caso, confira o cobertura de Bolsonaro neste portal.
Essas barreiras impedem que Bolsonaro conquiste um apoio contínuo, enquanto a oposição se mobiliza para unir forças e capitalizar sobre o descontentamento nas classes afetadas pela nova tarifa. Os parlamentares devem intensificar a pressão sobre a administração atual para coagir ações mais agressivas em relação a tariffs americanos.
Quais serão os próximos passos para Bolsonaro?
Com a crescente pressão de sua própria base e a reatividade do cenário internacional, a situação de Bolsonaro é delicada. Recentemente, em resposta a suas condenações e à discussão sobre tarifas, ele teve que ajustar sua estratégia de comunicação, tentando distanciar-se das ações da família que o prejudicam. Bolsonaro pode enfrentar uma nova onda de críticas que se avizinha, especialmente à medida que mais informações sobre articulações de sua família nos EUA vêm à tona, classificado por muitos como uma pressionante “interferência internacional” em questões brasileiras.
Especialistas em direito constitucional e política estão atentos às movimentações que Bolsonaro e seus aliados realizarão em resposta a esse tarifazo e à crescente pressão nos tribunais. Para entender mais sobre o cenário legal que envolve o ex-presidente, consulte nossa análise completa em Jair Bolsonaro. Ponderações sobre o que se desenha para o político indicam que mobilizações de apoio e concorrência devem ocorrer nos meses subsequentes, enquanto as audiências judiciais prosseguem.
No final, as estratégias de Bolsonaro em cima do que vai se desenvolver em relação ao tarifaço devem ser minuciosamente calculadas, dado que o impacto não se limita apenas ao comércio entre Brasil e Estados Unidos, mas reverbera nas alianças internas e no próprio futuro político do ex-presidente e da sua família.


