Rogério Marinho destaca estrutura profissional para Flávio Bolsonaro

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Recém-alçado à coordenação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto, o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que o partido trabalha para estruturar uma operação com mais profissionalismo em 2026, após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tirou do PL seu principal cabo eleitoral e acelerou a transição interna para o nome do senador como aposta presidencial. Marinho disse ao GLOBO que assumiu a função há dois dias e que a prioridade inicial é montar a engrenagem de pré-campanha, com equipes de comunicação, área jurídica e assessoria de imprensa, além de organizar o plano de governo que vem sendo preparado pela legenda. Ao defender uma mudança de método em relação às campanhas anteriores do bolsonarismo, Marinho afirmou que a legenda pretende aprender com a experiência eleitoral de Bolsonaro e evitar falhas de estrutura. Nós temos a oportunidade de, olhando para o passado, não repetir erros na elaboração, na estruturação da campanha. A campanha precisa ser uma campanha profissional, mas uma campanha que não perca a essência – disse. Nós temos um laboratório, nós sabemos aonde perdemos. (…) Então, nós não precisamos repetir os erros. Precisamos só potencializar os acertos. Marinho afirmou que o PL já elabora um programa de governo há cerca de quatro meses, independentemente do candidato, e que a nova etapa será submeter esse material a Flávio para validação. Segundo o senador, o partido ainda está no início do processo de organização e evita antecipar etapas da pré-campanha. Marinho afirmou que ainda não há um desenho fechado para a operação eleitoral e lembrou que Flávio foi anunciado pré-candidato há cerca de 40 dias. No mesmo raciocínio, Marinho minimizou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), represente um entrave ao projeto de Flávio, apesar de seu nome continuar sendo citado como alternativa competitiva no campo conservador. O senador afirmou que havia expectativa, antes da definição de Bolsonaro, de que Tarcísio pudesse ser o candidato do PL, mas que a decisão foi tomada e a ‘página foi virada’. Segundo ele, o governador tem demonstrado lealdade ao ex-presidente e deve se integrar ao processo ‘no momento certo’. Eu sou testemunha da forma, da correção, da lealdade de Tarcísio – disse Marinho. O principal adversário do país é o PT, né? E a lealdade e a gratidão que ele tem ao presidente Bolsonaro. Então, no momento certo, da forma adequada, o Tarcísio vai se integrar à campanha. As declarações do coordenador de campanha ocorrem no momento em que o PL tenta dar forma à pré-candidatura de Flávio e ampliar sua presença nacional. O pré-candidato tem buscado consolidar o projeto com aumento de exposição pública – em programas de televisão, podcasts e lives – e com conversas com interlocutores do mercado, num esforço para se apresentar como alternativa nacional e reduzir resistências fora do núcleo bolsonarista.

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