O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, revelou suas intenções em relação às relações comerciais com os Estados Unidos durante uma sabatina na GloboNews na quinta-feira (6).
Ele anunciou que, se eleito, pretende aplicar sanções ao governo norte-americano como resposta às sobretaxas que, segundo ele, o governo de Donald Trump impôs às exportações brasileiras.
“Eu irei lá quantas vezes forem necessárias, junto com os setores envolvidos, para conversar com o presidente, com os parlamentares e fazer o que for melhor para o Brasil”, comentou Zema. Ele adicionou que também buscará opções de sanções que o Brasil pode implementar, enfatizando que o Brasil não deve ser tratado como um “capacho” dos Estados Unidos.
A crítica à postura de Luiz Inácio Lula da Silva em relação aos EUA também foi parte de suas declarações. Zema descreveu Trump como “imprevisível” e o chamou de “fanfarrão”, alegando que o republicano tem causado turbulências ao redor do mundo.
O candidato do Novo destacou a necessidade de um diálogo mais assertivo e proativo com o governo norte-americano, mas sem deixar de lado a autonomia do Brasil. Zema quer tratar o tema das sobretaxas de forma mais rigorosa, se a liderança do país mudar.
Sobre a responsabilidade da família Bolsonaro em relação ao que classificou como tarifaço, Zema foi direto: “Com toda certeza”. Ele criticou a contribuição do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, dizendo que, se ele está tão envolvido, deveria ter feito algo positivo para os brasileiros.
Essas declarações refletem uma postura mais soberana nas relações internacionais, uma proposta que é distintiva em meio ao atual cenário político do Brasil, onde as relações com os EUA são frequentemente debatidas.
Durante a sabatina, a interação de Zema com o público e os entrevistadores também mostrou seu empenho em articular propostas que visam não apenas focar nas sanções, mas também em como o Brasil pode se reinventar comercialmente em um cenário global desafiador.



