O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), juntamente com o vice-governador do estado, Daniel Vilela (MDB), comunicaram o encerramento da cobrança da contribuição do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra) nesta quarta-feira (18/2). A medida encerra a conhecida Taxa do Agro. Caiado explicou durante sessão solene que a decisão foi tomada devido à conjuntura econômica do país, destacando a falta de seguro rural, problemas climáticos no Centro-Oeste e os baixos preços dos produtos. Com isso, a cobrança do Fundeinfra em Goiás foi cancelada.
Criado em 2022 pela gestão estadual, o Fundeinfra tinha como propósito arrecadar recursos da produção agrícola, pecuária e mineral para financiar obras de infraestrutura, principalmente a pavimentação e manutenção das rodovias goianas. Caiado mencionou a alta carga de custos enfrentada pelos produtores rurais devido às políticas do governo federal. A falta de renegociação de dívidas e os custos de produção baixos são fatores que impactam diretamente a produtividade. Por isso, a decisão de encerrar o Fundeinfra foi tomada antes da colheita da safra.
O vice-governador Daniel Vilela destacou que o fundo desempenhou seu papel, mas a revogação da cobrança é uma resposta às dificuldades atuais do setor. O clima desafiador e as preocupações com a produção e produtividade na safra exigiram a colaboração do governo para o agronegócio goiano, afirmou Vilela. No entanto, a criação do Fundeinfra, em 2022, gerou polêmica e resistência de entidades do agronegócio. Na época, o deputado federal e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás, José Mário Schreiner, se opôs à proposta, destacando os elevados custos de produção já presentes no campo.
Caiado, ex-deputado federal e um dos fundadores da União Democrática Ruralista, defendeu a criação da taxa mesmo diante das críticas recebidas. Ele ressaltou que governava para toda a sociedade, sem favorecer grupos específicos, e que a Taxa do Agro não o tornava traidor dos produtores rurais. A tensão atingiu seu ápice durante a segunda votação do projeto na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), com a invasão do plenário por representantes contrários à proposta. Mesmo com a resistência, o projeto foi aprovado em novembro de 2022.




