A decisão de Ronaldo Caiado de deixar o União Brasil e se filiar ao PSD foi precedida por diálogos com representantes do bolsonarismo, nos quais expôs seu desconforto com a situação no partido e ouviu sobre uma possível estratégia nacional para as eleições de 2026, com mais de um candidato da direita no primeiro turno. Um dos interlocutores foi o senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência. Caiado, que governa Goiás em segundo mandato e buscava se firmar como nome presidencial, manifestava insatisfação com o União Brasil, partido que, em sua visão, não oferecia suporte a um projeto nacional e focava em acordos regionais. Sua saída ocorre enquanto busca se posicionar como opção de centro-direita dentro do PSD, que abriga outros presidenciáveis, como os governadores Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul).




