Com a desistência de Ratinho Junior e a escolha de Ronaldo Caiado como presidenciável do PSD, o partido dá início à pré-campanha, porém com menor intenção de votos. Defensores de Caiado destacam seu apelo popular, sobretudo por seu foco em segurança pública e apoio ao agronegócio, setor que entra em contraste com Flávio Bolsonaro.
Ratinho estava melhor posicionado nas pesquisas, com Caiado e Leite distantes. A decisão de ter Caiado como candidato já foi tomada pela comissão política do PSD. O encontro de Gilberto Kassab com Leite está marcado para hoje, segundo Jorge Bornhausen, representante do partido.
Caiado é visto como o candidato mais à direita dentro do partido, inclusive desde sua participação na eleição presidencial de 1989. Ele se destaca como defensor do agronegócio e intensificará o discurso de segurança pública, citando sucesso no combate à criminalidade em Goiás.
Leite e Ratinho eram considerados opções mais neutras no PSD. Já Caiado tende a atrair o eleitorado de direita, mas terá que disputar votos com Flávio Bolsonaro. A divisão regional do PSD permitirá que os diretórios estaduais escolham quem apoiar.
Um dos receios de Ratinho era ter baixa votação no Paraná, influenciado pela possível candidatura de Sergio Moro ao governo local. Caiado, por sua vez, tem controle e apoio para eleger seu sucessor em Goiás.
Em pesquisas recentes, Ratinho aparecia melhor contra Lula do que os demais pessedistas. A desistência do filho aumentou a incerteza sobre os rumos do partido. Caiado busca consolidar sua candidatura, apostando em seus trunfos na segurança e no agronegócio.
A decisão do PSD reflete a diversidade de inclinações da sigla, que nunca teve candidato próprio à presidência. Caiado enfrenta o desafio de conquistar votos dos eleitores de direita que poderiam escolher Flávio Bolsonaro.
Nos próximos passos, a candidatura de Caiado seguirá em destaque, com a busca por apoio e a consolidação de sua imagem perante o eleitorado. A escolha sinaliza um cenário político polarizado, com desafios e oportunidades no horizonte da campanha eleitoral de 2022.




