Nascida em Salvador, Rosali teve contato com o budismo durante sua graduação em História na Universidade Estadual de Feira de Santana, onde uma professora abordava a temática em sua tese de doutorado. A partir desse momento, ela se interessou pela meditação e se aprofundou nas diversas linhagens do budismo até encontrar na tradição japonesa Soto Zen a sua principal fonte de inspiração espiritual.
A tradição Soto Zen do Budismo, que busca a iluminação por meio da prática meditativa, é a base na qual Rosali encontrou o seu caminho espiritual. Com a cerimônia de ordenação realizada no Paraguai, ela se tornou a primeira monja afro indígena budista nessa linhagem japonesa, o que representa um marco importante no contexto religioso e cultural.
Filha de ascendência Kariri Xocó e com a mãe branca e católica, Rosali cresceu em Salvador, convivendo com a diversidade cultural e religiosa da cidade. Essa bagagem cultural a levou a se aproximar das religiões de matriz africana, mantendo sempre o valor e o respeito pelos seus ancestrais e referências.
Após se aprofundar na prática budista e realizar estudos pelo mundo, Rosali descobriu o Templo Zen Budista Shinōzan Takuonji, no Paraguai, onde decidiu se dedicar por meio de um curso e convivência com a comunidade local. Sua ordenação em cerimônia que mesclou tradições baianas com japonesas foi o pontapé inicial para sua jornada como monja zen.
Atualmente, Rosali vive no templo no Paraguai, onde se dedica à prática meditativa, ensina a crianças e oferece atendimentos de acupuntura à comunidade local. Sua jornada como a primeira monja zen budista afro indígena nessa linhagem japonesa representa um marco de diversidade e inclusão no cenário espiritual contemporâneo.



