Celular esquecido por policial no local do crime ajudou a polícia a investigar o roubo de diamantes no Paraná, conforme relatado por um delegado. O roubo ocorreu em Londrina, no ano de 2024. Recentemente, em uma operação policial, dois policiais militares, juntamente com outras três pessoas, foram presos preventivamente, embora seus nomes não tenham sido divulgados.
Durante o roubo de R$ 15 milhões em diamantes, uma câmera flagrou a fuga dos criminosos. Um celular esquecido no local do crime foi crucial para a investigação conduzida pela Polícia Civil (PC-PR). Segundo o delegado Mozart Rocha Gonçalves, o aparelho pertencia a um policial militar que foi identificado como um dos executores diretos do crime.
Na terça-feira (13), cinco indivíduos foram alvos de uma operação policial que investiga o caso. Entre os envolvidos, estão dois policiais militares, todos mantidos sob prisão. As ações judiciais de prisão, busca e apreensão, bem como o sequestro de bens e valores, foram realizadas em Londrina, Ibiporã, no norte do Paraná, além de Bauru (SP) e São Paulo.
Os nomes dos implicados não foram divulgados, mas de acordo com Alessandro dos Reis, major da Polícia Militar (PM-PR), os policiais militares envolvidos são um soldado e um sargento. A investigação revelou que o grupo de criminosos se passou por policiais para abordar as vítimas oriundas de São Paulo em novembro de 2024. Após o assalto, fugiram em um carro prata.
Durante o roubo, o policial investigado deixou cair o celular na rua. Esse aparelho tornou-se uma peça-chave na investigação, permitindo à polícia descobrir um grupo denominado “Pit Bull Missão” em um aplicativo de mensagens. As conversas no grupo revelaram detalhes do planejamento meticuloso e divisão de tarefas entre os envolvidos no crime.
Em desdobramentos posteriores, foram expedidos mandados de busca contra as vítimas do roubo. Em uma das casas, foram apreendidos cerca de R$ 11.692.000,00 em cheques, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro. A origem das pedras preciosas roubadas ainda não foi esclarecida, e o caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca identificar a destinação das pedras.
A descoberta desse esquema criminoso ressalta a importância da tecnologia e da investigação policial para a solução de crimes complexos. A utilização de um celular esquecido no local do crime levou à identificação dos envolvidos e contribuiu significativamente para desvendar o roubo dos diamantes avaliados em R$ 15 milhões. O desfecho desse caso exemplifica a persistência e o profissionalismo das forças de segurança no combate à criminalidade.




