O Credcesta, originalmente um benefício restrito a compras em uma rede de supermercados, tornou-se um lucrativo cartão de crédito consignado. Altas taxas de juros, risco baixo e ausência de concorrentes contribuíram para o sucesso do programa. Em 2021, a Associação dos Funcionários Públicos da Bahia entrou com mandado de segurança contra a exclusividade do Master, sem sucesso. Posteriormente, a ação foi transferida para a Vara da Fazenda. Uma nova ação, em 2023, também foi arquivada.
Após intervenção da Polícia Federal e liquidação do Master pelo Banco Central, a Associação dos Funcionários Públicos questionou a exclusividade e a proibição da portabilidade. Além disso, diversas ações foram movidas contra os decretos municipais que replicaram as regras do estado. Nova Soure foi o único município a receber decisão judicial favorável, encerrando a exclusividade para novos contratos. Vale ressaltar que a margem para empréstimos na Bahia é uma das mais altas do país, chegando a 77% e gerando preocupações com o superendividamento dos servidores e aposentados.
Durante a privatização da Ebal em 2018, o Credcesta foi transformado em um negócio lucrativo com exclusividade para a empresa detentora do contrato. O espanhol Augusto Lima, através da PKL One, tornou-se o novo detentor do contrato, associando-se ao ex-sócio Daniel Vorcaro. Ambos foram presos na operação Compliance Zero. Lima permanece como dono do banco Pleno, que opera atualmente o Credcesta. O modelo de cartão de crédito consignado oferecido aos servidores tem sido alvo de críticas, devido às altas taxas de juros e riscos envolvidos. A situação motivou diversas ações judiciais e questionamentos sobre a legalidade do programa.



