Ruptura entre Centrão e PL em SC devido à candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado

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O entrave gerado pela participação de Carlos Bolsonaro na disputa pelo Senado em Santa Catarina resultou na união dos partidos do Centrão contra o PL no estado. A decisão do governador Jorginho Mello (PL) foi vista como uma quebra de acordos políticos anteriores para a formação da chapa de 2026. De acordo com lideranças locais entrevistadas por Letícia Casado no UOL, o governador havia acertado com o MDB a escolha do vice e com o Progressistas uma vaga ao Senado. No entanto, esse arranjo foi alterado com o anúncio de Adriano Silva (Novo) como candidato a vice na semana passada. Isso se deu após a confirmação da candidatura de Carlos ao Senado, criando uma disputa por três nomes fortes em apenas duas vagas. Além do filho do ex-presidente, estão na corrida a deputada federal Carol de Toni (PL) e o senador Espírito Santo Amin (Progressistas). A mudança de domicílio eleitoral de Carlos, do Rio de Janeiro para Santa Catarina, ampliou a tensão nas relações com as lideranças locais. A percepção interna é de que a movimentação desorganizou acordos regionais e gerou insegurança entre os partidos que apoiavam o governo estadual. Surgiram rumores dentro do PL sobre a exclusão de Carol de Toni da disputa ao Senado. A deputada, apoiada publicamente por Michelle Bolsonaro e liderando pesquisas internas, reagiu ameaçando deixar o partido caso fosse impedida de concorrer. Esse impasse acentuou o isolamento do PL em Santa Catarina e aproximou MDB, Progressistas e outros partidos do centrão. A tentativa de encaixar Carlos Bolsonaro na disputa agravou um racha político que agora influencia a articulação eleitoral contra o governador e seu partido.

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