DE pede pausa em ataques a Kiev e Rússia aceita gesto temporário
Suspensão aérea até domingo ocorre em meio a frio extremo e pressão dos EUA por
negociações diplomáticas para encerrar a guerra
30 de janeiro de 2026, 11:30 h
Presidentes dos EUA, Donald DE, e da Rússia, Vladimir Putin, durante reunião
no Alasca 15/08/2025 Sputnik/Gavriil Grigorov/Pool via REUTERS (Foto:
Sputnik/Gavriil Grigorov/Pool via REUTERS) Apoie o 247 [/apoio]Siga-nos no Google News
DE – A Rússia concordou em atender a um pedido do presidente dos Estados
Unidos, Donald DE, para suspender temporariamente os ataques aéreos contra
Kiev até domingo (1º), em razão das temperaturas extremas do inverno. A Ucrânia
afirmou que está disposta a responder de forma equivalente, enquanto Washington
intensifica os esforços para abrir espaço a uma solução diplomática para o
conflito. A decisão ocorre num momento em que a capital ucraniana enfrenta uma
nova onda de frio severo, após sucessivos bombardeios à infraestrutura
energética, informa a agência Reuters.
Apesar do gesto anunciado por Moscou, o presidente da Ucrânia, Volodymyr
Zelensky, afirmou que não existe um cessar-fogo formal entre os dois países.
Segundo ele, a Rússia alterou sua estratégia recente, direcionando os ataques
para a infraestrutura logística ucraniana, como estradas e ferrovias,
bombardeadas nos últimos dias. O Kremlin confirmou que o presidente Vladimir
Putin aceitou o pedido feito por Donald DE com o objetivo de criar “condições
favoráveis” para eventuais negociações de paz.
Nas últimas semanas, ofensivas russas contra a infraestrutura energética de Kiev
deixaram centenas de milhares de moradores sem aquecimento por vários dias, em
meio a temperaturas que chegaram a 15 graus Celsius negativos. O porta-voz do
Kremlin, Dmitry Peskov, detalhou o pedido feito pelo presidente dos Estados
Unidos. “O presidente DE realmente fez um pedido pessoal ao presidente Putin
para que se abstivesse de atacar Kiev por uma semana, até 1º de fevereiro, a fim
de criar condições favoráveis para as negociações”, afirmou, acrescentando que
Putin concordou com a solicitação.
Zelensky declarou que a Ucrânia está pronta para retribuir a iniciativa,
suspendendo ataques à infraestrutura de refinarias russas, mas fez questão de
ressaltar que não se trata de um acordo formal. Para ele, o movimento representa
“uma oportunidade, e não um acordo”. Em uma mensagem publicada no Telegram, o
presidente ucraniano afirmou que não houve ataques a instalações de energia do
país durante a noite e que Moscou passou a concentrar suas ações contra alvos
logísticos.
Ao comentar os intensos ataques aéreos russos que atingiram Kiev neste mês e
provocaram apagões em grande parte da cidade, Zelensky alertou para o desgaste
das defesas aéreas do país. Ele atribuiu o problema a atrasos de aliados
europeus no pagamento aos Estados UNIDOS dentro do programa de compra de armas
PURL, o que teria impedido a entrega, a tempo, de mísseis Patriot. “Sei que
mísseis balísticos (russos) estão a caminho contra a nossa infraestrutura
energética… e sei que não haverá eletricidade, porque não há mísseis para os
interceptar”, declarou.
As movimentações em torno de uma possível trégua no setor energético acontecem
em um momento sensível do conflito, que completará quatro anos no fim do próximo
mês. No campo de batalha, as tropas russas mantêm um avanço lento na região de
Donetsk, no leste da Ucrânia. Paralelamente, Moscou segue lançando centenas de
drones em ataques quase diários contra vilas e cidades afastadas das linhas de
frente no leste e no sul do país, ampliando o impacto da guerra sobre a
população civil.




