Rússia intensifica ataques à Ucrânia, que já teria perdido 23 mil soldados

Kiev e Lviv foram alvo de ofensiva militar após retaliação ucraniana que derrubou um navio e atingiu uma vila no país de Putin. Guerra já chega a 52 dias

Em retaliação pelo afundamento de um navio no mar negro e ataque a uma vila russa, Vladimir Putin retomou a ofensiva militar na Ucrânia. Na manhã deste sábado (16), a capital Kiev e Lviv foram alvos de explosões. Há registro de uma morte e diversos feridos.

“O número e a magnitude dos ataques com mísseis em locais de Kiev aumentarão em resposta a todos os ataques e sabotagens do tipo terrorista realizados em território russo pelo regime nacionalista de Kiev”, afirmou o Ministério da Defesa da Rússia.

A guerra que começou há 52 dias parece estar longe do fim. As negociações sempre esbarram nos principais pontos, apesar dos embargos econômicos das principais potências mundiais à economia russa. Em um comunicado da pasta russa, autoridades políticas do Reino Unido como Boris Johnson e Theresa May estão proibidos de entrar na Rússia.

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Um documento publicado nesta sexta-feira (15), pelo jornal Washington Post sugere que o armamento ucraniano promovido pelos Estados Unidos e da Otan seriam combustíveis para o prolongamento do embate. A nota diplomática aponta que a situação “implica consequências imprevisíveis para a segurança regional e internacional”.

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O presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky disse em entrevista à CNN Internacional que o mundo deve estar preparado para o uso de armas nucleares ou químicas pela Rússia contra a população inimiga. “Todos os países precisam se preocupar porque pode não ser uma informação real, mas pode ser verdade. Para eles, a vida das pessoas não vale nada. Não é uma questão para a Ucrânia, não apenas para a Ucrânia, mas para todo o mundo, eu acho.”

Baixas das forças ucranianas

A Ucrânia sofreu as “perdas irrecuperáveis” de 23.367 soldados desde que a Rússia lançou sua ofensiva militar em fevereiro, afirmou o Ministério da Defesa em Moscou neste sábado (16).

Os números de baixas foram revelados pelo porta-voz do Ministério da Defesa, major-general Igor Konashenkov, que disse que só na cidade de Mariupol a Ucrânia perdeu mais de 4.000 pessoas, incluindo “mercenários estrangeiros” e “nazistas” associados aos notórios regimentos Azov e Aidar.

Konsahenkov disse que a Rússia obteve documentos que comprovam as perdas da Ucrânia e em breve publicará informações mais detalhadas desses arquivos.

A Ucrânia afirma ter perdido entre 2.500 e 3.000 soldados em todo o seu território. Este foi o número que Zelensky deu à CNN em uma entrevista na sexta-feira, enquanto afirmava que os militares russos haviam sofrido até 20.000 baixas. Moscou contesta fortemente as alegações de Zelensky. De acordo com uma contagem de baixas publicada pelo governo russo no mês passado, a Rússia havia perdido pouco mais de 1.350 soldados. (rt.com)

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