O salário mínimo nacional, no valor de R$ 1.621, passa a ser oficialmente implantado a partir do dia 1º de janeiro. O reajuste de quase 7% em relação ao salário anterior, de R$ 1.518, é reflexo da inflação medida pelo INPC em 12 meses até novembro, somada a um ganho real limitado pelas regras do arcabouço fiscal. Esse aumento já será aplicado nos salários e benefícios de janeiro, que serão pagos no início de fevereiro.
A explicação para o salário mínimo ter ficado abaixo do previsto no Orçamento de 2026 (R$ 1.631) e menor do que a estimativa do governo feita no fim de novembro (R$ 1.627) se deu devido à inflação, que ficou menor do que o esperado. Para a efetivação desse novo valor, é necessário que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficialize o reajuste por meio da publicação de um decreto presidencial.
O salário mínimo em vigência a partir do dia 1º de janeiro tem impacto em uma vasta parcela da população brasileira. Segundo dados do Dieese, cerca de 59,9 milhões de pessoas no Brasil têm o salário mínimo como referência, seja por recebê-lo diretamente ou estar vinculado a benefícios atrelados a esse valor. Com o objetivo de atender às necessidades vitais básicas dos trabalhadores, o salário mínimo é reajustado anualmente para preservar seu poder aquisitivo.
O cálculo para chegar ao valor de R$ 1.621 envolve a inflação medida pelo INPC em 12 meses até novembro, que foi de 4,18%, somado a um aumento real limitado a 2,5%, referente ao crescimento do PIB de 2024. Entre os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, o reajuste do salário mínimo seguia a correção apenas pela inflação. Com a política de valorização do salário mínimo, implementada por Lula, houve aumentos acima da inflação.
Ao conceder um reajuste no salário mínimo, o governo enfrenta mais gastos, pois os benefícios previdenciários, abonos salariais e seguro-desemprego devem acompanhar o valor mínimo determinado. Cada R$ 1 de aumento no salário mínimo acarreta em despesas adicionais significativas para o governo, impactando as contas públicas e podendo restringir recursos para gastos discricionários do governo.
Em suma, o aumento do salário mínimo para R$ 1.621 em 2026 é resultado de um cálculo baseado na inflação e no crescimento real do PIB, refletindo a importância desse valor para milhões de brasileiros e seu impacto não apenas na economia, mas na vida cotidiana dos trabalhadores do país.




