SALVADOR (BA) — Com a festa de São João se aproximando, o tradicional forró ganha força nas salas de dança de Salvador, atraindo um público crescente em busca de aprender os passos desse ritmo nordestino icônico. Escolas especializadas como a Ecoar Escola de Dança e a Forró Meia Ponta registraram um aumento significativo na demanda por aulas, principalmente entre aqueles que desejam se familiarizar com o forró para as festividades juninas.
O forró, que emerge de uma rica mistura de ritmos como baião, xote e xaxado, se consolidou como um dos principais símbolos culturais do Nordeste, especialmente devido a personalidades como Luiz Gonzaga. A dança, no entanto, não se limita ao período junino e mantém uma comunidade ativa em Salvador durante todo o ano, sinalizando uma transformação social e cultural que vai além das festividades.
A dançar e celebrar: o crescimento das aulas de forró
À medida que as festividades juninas se aproximam, a Ecoar Escola de Dança, localizada em Matatu de Brotas, já nota uma mudança na rotina. Segundo a professora e gestora Jacqueline Cintra, a procura por aulas aumenta drasticamente, principalmente entre os iniciantes. “Muitas pessoas despertam o interesse em aprender a dançar para aproveitar melhor os festejos juninos, e isso acaba se refletindo em turmas mais cheias”, afirmou.
Ainda segundo Jacqueline, um número significativo de alunos continua frequentando as aulas mesmo após o período festivo. “As pessoas acabam se encantando pela experiência das aulas, pela convivência e pela própria dança”, contou. Esse fenômeno revela uma conexão profunda que se forma entre os alunos e a dança, muitas vezes impulsionada pela socialização e pela busca por um estilo de vida mais saudável.
O forró como prática constante em Salvador
Outra professora de dança, Melissa Kuhlmann, enfatiza que a crescente adesão ao forró não está restrita ao período junino. De acordo com ela, festivais em cidades do interior da Bahia têm estimulado o interesse por aulas em várias épocas do ano. “O forró está deixando de ser uma procura tão sazonal e passando a fazer parte da rotina das pessoas durante todo o ano”, explicou.
Além da preparação para as festividades, os instrutores relatam uma série de benefícios associados à prática do forró. Aulas de dança promovem melhorias na coordenação motora, elevam a autoestima, favorecem a socialização e ajudam na redução do estresse. Igor Carvalho, professor do projeto Forró 4º Andar, destaca que a dança se torna um espaço de acolhimento e troca, contribuindo para o bem-estar psicológico dos participantes. “O forró é terapêutico mesmo não sendo terapia. Conhecer novas pessoas e novas histórias transforma a dança em um aprendizado constante”, concluiu.
Qualidade de vida e bem-estar emocional
Na Forró Meia Ponta, o professor Moisés Mendes estima que cerca de 60% de seus alunos continuam nas aulas após o São João. “A dança proporciona aprendizado, qualidade de vida, e bem-estar emocional, funcionando até como uma espécie de terapia”, afirmou. Essa percepção é comum entre os profissionais da área, que notam que muitos alunos que inicialmente procuram aulas apenas para os festejos juninos acabam transformando o forró em uma parte significativa de suas rotinas diárias.
Os professores relataram que a convivência proporcionada pelas aulas gera um forte senso de comunidade entre os alunos. Such connections are fostered through social gatherings, where individuals often share stories and experiences, making the dance an integral part of their social lives, beyond mere entertainment.
Opções de aulas e acessibilidade em Salvador
A cidade oferece diversas opções para quem deseja se aprofundar na dança do forró, com várias escolas disponibilizando aulas ao longo da semana. A Ecoar Escola de Dança, por exemplo, tem uma variedade de planos que vão de aulas avulsas a planos mensais e trimestrais. Já a Forró Meia Ponta e outras instituições também oferecem modalidades diversificadas, como aulas em grupo e particulares, para atender tanto iniciantes quanto dançarinos mais experientes.
Os preços variam de escola para escola, mas geralmente incluem opções acessíveis. Enquanto a Ecoar cobra em média R$ 40 por aulas avulsas, o Forró Meia Ponta oferece aulas experimentais a partir de R$ 3, incentivando um maior número de pessoas a se interessar pela dança.
O futuro do forró em Salvador
A tradição do forró não é apenas um aspecto da cultura nordestina, mas também um símbolo de resistência e continuidade cultural. Com a crescente procura por aulas e a adesão dos jovens a essa prática, o forró se reafirma como uma forma de expressão artística vital. É essencial que o Governo do Estado da Bahia e a Prefeitura de Salvador continuem a apoiar eventos e festivais que promovam essa dança, não apenas para conservar sua tradição, mas também para incentivar uma vida social saudável e ativa.
A reportagem apurou que as iniciativas para promover o forró, tais como festivais e competições, têm se multiplicado, estimulando ainda mais a prática ao longo do ano. Assim, o forró em Salvador não é apenas uma lembrança das festas juninas, mas sim uma vivência constante que une e alegra a população.
O próximo passo é garantir que essa interação e celebração da cultura continue sendo fortalecida, promovendo mais eventos que estimulem a participação da população, um verdadeiro resgate da identidade cultural da Bahia.



