Santa Luzia (MG): Padrasto é preso por estupro de criança; mãe entrega vídeo à polícia

Santa Luzia (MG): Padrasto é preso por estupro de criança; mãe entrega vídeo à polícia

BELO HORIZONTE (MG) — A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (31), o padrasto de uma menina de 10 anos suspeito de ter estuprado a criança desde os 8 anos. O caso, que ocorreu em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, veio à tona quando a menina entregou um bilhete à mãe revelando os abusos.

A mãe da criança recebeu a informação em um bilhete em que a filha expressava seu sofrimento. Nele, a menina afirmou: “Me abusa desde os meus 8 anos. Eu quis falar isso porque eu to cansada disso. Eu não te falei antes porque eu achava que vocês eram um casal feliz.” Desde a revelação, a família tem buscado apoio e confirmação das denúncias.

“Eu estou morta por dentro! Minha filha, graças a Deus, está se recuperando. Estou revoltada com a liberdade dele, tinha que estar preso. A minha luta agora é por justiça e tratar minha menina”, declarou a mãe, demonstrando sua angústia diante da situação.

Após a descoberta, a mãe decidiu instalar uma câmera na residência para monitorar o comportamento do padrasto. Em uma das gravações, o homem foi flagrado abordando a menina quando ela foi enviada para casa, supostamente para tomar banho. Ele questionou a criança sobre por que não pediu que ele parasse, conforme registrado no boletim de ocorrência. O vídeo foi entregue à Polícia Civil e será parte integrante da investigação.

O homem, de 31 anos, foi inicialmente detido pela Polícia Militar após a mãe relatar o ocorrido, mas foi liberado por não haver requisitos legais para a prisão em flagrante, segundo a Polícia Civil. O caso agora é tratado como prioridade, com um inquérito aberto para investigar a fundo tanto as alegações da menina quanto as provas coletadas, inclusive o vídeo.

A situação do suspeito continua incerta, pois, até o momento, não há informações sobre um novo pedido de prisão enquanto a investigação prossegue. A Polícia Civil também formalizou um pedido de medida protetiva em favor da criança, mas ainda não se sabe se foi avaliado pela Justiça.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Santa Luzia, que se comprometeu a seguir apurando todos os elementos do caso. A preocupação central permanece na proteção e recuperação da criança, que agora precisa de apoio para superar a traumatizante experiência que viveu nos últimos dois anos.

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