O Santander elenca uma estratégia para investir durante o El Niño. O banco indica focar em ações que capturam o aumento das temperaturas e do consumo. O impacto do fenômeno nas bolsas de valores pode durar meses. As ações regionais e setoriais são apontadas como opções vantajosas.
Os analistas orientam a divisão de empresas brasileiras entre teses de investimento beneficiadas e ativos que demandam proteção imediata.
No cenário macroeconômico, o Santander projeta impactos pontuais nas economias que serão mais sentidos no custo de vida, principalmente no segmento de alimentos. A complexidade das variáveis atuando em regiões opostas do Brasil cria desafios.
Qual a recomendação do Santander para investir durante o El Niño?
O Santander recomenda a compra de ações de empresas que se beneficiam do aumento das temperaturas. As empresas de distribuição de energia e saneamento também são citadas como boas opções. O apoio ao consumo rápido e os desafios logísticos são destacados.
O setor financeiro e de seguros também deve ficar atento aos riscos secundários. As exposições dos bancos e seguradoras são categorizadas de acordo com a sua vulnerabilidade.
Quais setores exigem cautela durante o El Niño?
No agronegócio, o Santander destaca a necessidade de atenção e posições defensivas para lidar com os desafios climáticos. A SLC Agrícola e a Minerva são apontadas como empresas que exigem precaução devido aos riscos potenciais de quebra de safra e custos.
O transporte e a infraestrutura também são afetados pelo El Niño, com desafios na navegabilidade e operações logísticas. O banco alerta para os impactos da redução da navegabilidade dos rios.
Qual a postura dos analistas em relação aos setores que não possuem um sinal claro?
Empresas de geração de energia e a Sabesp exigem neutralidade nas estratégias de investimento devido à ambiguidade dos efeitos climáticos. O posicionamento em empresas que dependem diretamente das condições climáticas pode acarretar oscilações nos preços da energia no mercado spot.
O calor e o clima seco elevam o consumo de água, impactando positivamente as empresas de saneamento, mas os desafios operacionais e custos adicionais durante estiagens prolongadas requerem vigilância.





