Santos x Corinthians: Empate sem graça na Baixada Santista

santos-x-corinthians3A-empate-sem-graca-na-baixada-santista

Se alguém assistiu somente aos primeiros 30 minutos do embate entre Santos e Corinthians na Baixada Santista, certamente não acreditou no tamanho da queda que o jogo teve na sequência. De um duelo movimentado, com dinâmicas interessantes e gols para os dois lados antes da metade do 1º tempo ao cenário modorrente visto até o apito final. Pouca coisa relavante ocorreu na 2ª etapa.

Memphis abriu o placar e somou boas ações até o intervalo. Já Neymar não esteve no seu melhor nível técnico. Além da inconstância física já característica deste momento da carreira, acumulou erros e contribuiu pouco. O 1×1 manteve o Santos com apenas uma vitória em seis rodadas e perto do Z4. Já o Corinthians está na primeira metade da tabela, mas distante de merecer o G4.

Escalações

Juan Pablo Vojvoda surpreendeu ao montar o Santos num 3-5-2. O jovem Gustavo Henrique ganhou espaço no meio-campo. Rony e Barreal foram os alas. Igor Vinícius e Vinícius Lira ficaram no banco. Willian Arão e João Schmidt também perderam espaço. O uruguaio Oliva recebeu oportunidade como titular pela primeira vez. Neymar jogou solto ao partir de uma dupla de frente com Gabigol.

Dorival Junior fez três mexidas em relação ao time que foi derrotado pelo Coritiba. Raniele, Carrillo e Kaio César entraram nos lugares de Allan, Garro e Gui Negão. Montou um 4-3-3, com André e Kaio César partindo dos flancos.

Os primeiros minutos da partida foram de protagonismo do Santos. O time da casa fez jus ao fator campo com boas pressões na saída de bola do Corinthians e agressividade para buscar as ações ofensivas perto da área. Hugo Souza precisou trabalhar em finalizações de Neymar e Barreal, e ainda levou um susto com o bom chute de Oliva da entrada da área.

O volante uruguaio vencia duelos no meio-campo e distribuía os passes com velocidade. Bontempo e Gustavo Henrique eram agudos, Barreal dava trabalho a Matheuzinho, e Gabigol buscava conexões com Neymar. O ímpeto santista, no entanto, foi freado em seguida. André puxou contragolpe após escanteio favorável ao Peixe, e Kaio César tocou para Memphis marcar um belo gol.

Como Santos e Corinthians iniciaram o clássico válido pela 6ª rodada do Brasileirão 2026 — Foto: Rodrigo Coutinho

A finalização seca do holandês no canto esquerdo de Brazão poderia gerar um clima péssimo para os donos da casa diante de seus torcedores, mas Gabriel Paulista tratou de manter o Santos no jogo rapidamente. Foi pressionado por Neymar na linha média e errou um passe bisonho. Gabigol ficou com a bola, disparou na direção de Hugo Souza, e esbanjou tranquilidade para empatar o duelo.

A partida, porém, já havia mudado. E o cenário inicial de pressão do Santos não se viu mais até o intervalo. A energia para pressionar no campo de ataque não era a mesma, e o Corinthians começou a encaixar trocas de passe duradouras. Pôs em prática a qualidade de peças como Carrillo, Bidon e Memphis Depay, que recuava para carimbar a bola e fazer combinações com os companheiros.

Kaio César dava muito trabalho a Luan Peres. André saía da esquerda para o meio. Infiltrava por dentro da defesa mandante. Matheuzinho e Bidu geravam apoio pelos lados, e Raniele equilibrava o time ao recuar para trabalhar alinhado aos zagueiros. Sem o melhor encaixe de marcação, o Santos passou a conviver com momentos de irritação da torcida.

A bola parada aérea foi novamente uma arma importante para o Timão. Gabriel Brazão impediu um gol certo de Gustavo Henrique, que finalizou a falta cobrada por Memphis na área. Pouco antes, Gabriel Paulista já tinha acertado a rede pelo lado de fora. E perto do fim da 1ª etapa, Kaio César obrigou o goleiro santista a trabalhar novamente. Finalizou de canhota uma linda troca de passes dos visitantes.

Depois do empate o Santos teve apenas uma ação ofensiva de destaque, mas mal concluída por Gabriel Bontempo, que havia invadido a área com liberdade. Faltava regularidade e padrão de jogadas. Neymar nem sempre conseguia dar sequência em suas participações. Rony estava apagado pela direita. Gustavo Henrique reduziu bastante sua participação com o passar dos minutos.

Memphis no lance do gol marcado pelo Corinthians contra o Santos — Foto: Marcos Ribolli

O Santos voltou a tentar se organizar para marcar no campo de ataque no 2º tempo, mas isso não se confirmou. O jogo manteve a mesma cara dos últimos 15 minutos da 1ª etapa. Ritmo inconstante, erros técnicos e faltas, totalmente diferente do interessante período inicial. Apesar disso, o Peixe era mais frequente na intermediária adversária.

Dorival mexeu primeiro que Vojvoda. Kayke e Garro foram a campo antes dos 20 minutos. André e Kaio César saíram. Logo depois, Gabriel Bontempo sentiu as costas e deu lugar a Willian Arão. Na sequência foi a vez de Gabigol e Barreal cederem vaga a Thaciano e Vinícius Lira. O camisa 9 vinha atuando bem.

O Corinthians ganhou terreno e novamente trocou passes com maior fluência. A resposta anfitriã foi lançar Rollheiser e Gabriel Menino nos lugares de Gustavo Henrique e Oliva. Arão ficou mais fixo como primeiro volante. No Timão, Allan substituiu o desgastado Carrillo. Luan Peres levou dois justos cartões amarelos em um intervalo menor de dois minutos e acabou expulso na reta final da partida.

Os visitantes passaram então a pressionar em busca da vitória. Pedro Raul entrou na vaga de Raniele para gerar ”peso” na área santista. O drama aumentou para os donos da casa com a lesão de Vinícius Lira. Foram 11×9 nos acréscimos. Apesar disso, tirando chegadas com Garro e Gustavo Henrique, o Corinthians não conseguiu levar perigo com regularidade e o empate se manteve.

Santos x Corinthians, Neymar, Breno Bidon — Foto: Marcos Ribolli

Box de Notícias Centralizado

🔔 Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram e no WhatsApp