São Paulo (SP) — Um escândalo financeiro atinge a capital paulista, envolvendo a fintech Naskar Gestão de Ativos, que desapareceu com mais de R$ 900 milhões de aproximadamente 3 mil clientes de várias partes do Brasil. O caso, que gerou preocupação entre investidores e clientes, envolve nomes conhecidos, incluindo o ex-jogador de vôlei Maurício Jahu.
De acordo com informações da Receita Federal, os sócios da fintech incluem José Maurício Volpato, conhecido como Maurício Jahu, além de Marcelo Liranco Arantes e Rogério Vieira. A Naskar se apresentava como uma alternativa financeira viável, prometendo retornos de 2% ao mês, um valor significativamente superior à média do mercado.
Desde a última terça-feira (5), a Naskar não cumpriu com o pagamento de rendimentos, levando os investidores a buscarem explicações que, até o momento, não foram fornecidas. Especialistas têm sugerido que o desaparecimento da fintech é indicativo de um possível golpe, aumentando a angústia entre os clientes que viram suas economias ficarem em risco.
Como a fintech Naskar prometia retornos tão altos em São Paulo?
A Naskar, com sede em São Paulo, se destacou no mercado ao oferecer rendimentos que prometiam atrair investidores dispostos a correr riscos em troca de retornos rápidos. O modelo de captação da empresa era elaborado de forma a assegurar a confiança dos clientes, que foram convencidos de que seus investimentos estavam seguros. Um exemplo é o investimento de R$ 1 milhão, que geraria R$ 20 mil mensais, um rendimento que seduziu muitos a aplicar suas economias.
O clima de incerteza foi amplificado quando, após 13 anos operando sem problemas, a empresa não cumpriu suas obrigações financeiras. De acordo com relatos de clientes, o site Reclame Aqui se tornou um espaço de desabafo para muitos, com diversas reclamações sobre bloqueios de acesso ao aplicativo e a falta de respostas da empresa.
Quais medidas legais estão sendo tomadas em relação à Naskar em São Paulo?
Desde o anúncio do desaparecimento, a Polícia Civil do DF PCDF iniciou investigações sobre o caso, buscando entender o que ocorreu com os recursos dos clientes. A situação gerou um movimento coletivo, onde os investidores começam a se unir para denunciar a falta de compromisso da fintech, ressoando um alerta para possíveis falhas na legislação que regula as fintechs no Brasil.
A equipe de jornalismo do Diário do Estado apurou que a Naskar chegou a informar, em um comunicado no dia 8 de maio, que sua ausência de comunicação e a falta de pagamentos estava relacionada a uma “perda na base de dados”. A empresa prometeu que as atividades voltariam ao normal, mas a confiança dos clientes já havia sido profundamente abalada.
Quem são os sócios da Naskar e qual sua relevância?
Os sócios da fintech não são figuras desconhecidas no Brasil. Maurício Jahu, por exemplo, é um ex-jogador da Seleção Brasileira de Vôlei, com uma carreira que inclui passagens por clubes renomeados e uma sólida atuação na mídia, trabalhando como apresentador de TV. Além dele, Marcelo Arantes e Rogério Vieira são empreendedores com histórico no setor financeiro, trazendo uma certa credibilidade à Naskar no início de suas operações.
Com o desenrolar da situação, muitos perguntam sobre a possível responsabilidade dos sócios. Enquanto a empresa promete normalização, a expectativa dos investidores pela devolução de seus recursos se torna cada vez mais incerta.
O que dizem os clientes da Naskar sobre a situação em São Paulo?
A insegurança e a frustração são sentimentos comuns entre os investidores em São Paulo. Wesley Albuquerque, um dos afetados, relata que ele e sua mãe investiram todos os recursos na fintech. “É devastador saber que o dinheiro que juntei a vida inteira pode ter se perdido. Minha mãe, que esperava usar o retorno como aposentadoria, está desesperada”, afirma.
Os relatos de pessoas afetadas pela situação são numerosos, e muitos mencionam a falta de apoio não apenas da Naskar, mas também a ausência de soluções imediatas de órgãos competentes. “Fiz tudo certo, confiei nas promessas e agora estamos aqui, sem respostas e sem nosso dinheiro”, desabafou uma cliente em um grupo de apoio.
A situação continua a evoluir e, com cada dia que passa, cresce a pressão sobre a Naskar para que se explique. Os clientes se mobilizam, buscando justiça na esfera legal, enquanto a fintech promete resolver a situação em breve.
Nossa reportagem conversou com diversos afetados, muitos dos quais estão em estado de ansiedade e desespero. O Diário do Estado está comprometido em acompanhar essa crise e fornecer atualizações sobre as investigações e a situação da fintech, assim como os desdobramentos legais que podem suceder.



