SÃO PAULO (SP) — Um grupo de trabalho foi criado pela Prefeitura de São Paulo para desenvolver um protocolo de segurança e saúde voltado para corridas de rua, em resposta à morte do publicitário e atleta amador Julio Barreto, de 50 anos. Barreto faleceu durante a SP City Marathon, realizada no último domingo (26), após sofrer uma parada cardíaca logo após cruzar a linha de chegada.
A medida, publicada na terça-feira (28), visa estabelecer diretrizes que garantam a segurança dos participantes em eventos esportivos na capital paulista. Segundo a portaria assinada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), o grupo terá um prazo de 20 dias para apresentar uma proposta contendo parâmetros mínimos de atendimento médico e segurança durante essas atividades.
Entre as responsabilidades do grupo estão a avaliação das exigências para autorização de corridas, a definição de requisitos de segurança e a criação de uma matriz de responsabilidades entre os órgãos envolvidos na organização e fiscalização dos eventos.
A Secretaria Municipal de Esportes e Lazer também terá a tarefa de programar o calendário das corridas de rua, assegurando que não haja conflitos com outros eventos de grande porte na cidade. O grupo poderá convidar entidades privadas, organizadores de eventos e especialistas para contribuir com o protocolo.
Julio Barreto, que era gerente de acesso ao mercado na Danone e possuía experiência em provas de longa distância, passou a participar de competições de corrida em 2021, após anos como ciclista. Ele fazia parte do grupo de corrida Vila Leopoldina Road Runners, que prestou uma homenagem ao atleta nas redes sociais, expressando sua tristeza e oferecendo apoio à família.
Segundo informações dos organizadores, Barreto passou mal imediatamente após terminar a corrida, apresentando perda de consciência. Ele foi socorrido pela equipe médica do evento, mas não resistiu. O evento, que teve sua 10ª edição, contou com modalidades de maratona e meia maratona, iniciando na praça Charles Miller e finalizando no Jockey Club de São Paulo.
A Iguana Sports, organizadora da corrida, lamentou a morte de Barreto em nota oficial, destacando que ele foi prontamente atendido e que todas as manobras de emergência foram realizadas na tentativa de salvá-lo.
O caso foi registrado como morte natural pela Polícia, após o boletim de ocorrência indicar que Barreto procurou uma ambulância e sofreu um mal súbito ao se dirigir a ela.


