Após caso de sarampo, Saúde volta a tratar doença como eliminada no DF
O DF chegou a registrar um caso da doença em março deste ano, porém, a paciente
se curou e a Saúde não identificou novos casos
Menos de um mês após uma moradora do Distrito Federal ser diagnosticada com
sarampo
— doença que estava erradicada desde 2020 — a Secretaria de Saúde (SES-DF
) considera que a enfermidade está eliminada da
capital federal. Até 1º de abril, a pasta monitorava 278 pessoas que poderiam
ter tido contato com a mulher infectada. Passado o prazo, nenhum novo caso foi
identificado.
A paciente diagnosticada com sarampo apresentou sintomas em 27 de fevereiro e
registrou bolhas avermelhadas na pele em 1º de março. A infecção foi confirmada
pela SES-DF em 17 de março.
A paciente foi curada, sem necessidade de internação. Depois dela, outros casos
se tornaram suspeitos, mas todos foram descartados.
> “A Secretaria de Saúde informa que uma nova suspeita de sarampo foi
> notificada, mas o caso já foi descartado. Além disso, todas as notificações
> anteriores que estavam em monitoramento também foram descartadas. Assim, não
> há nenhum caso confirmado da doença no DF”, disse a Saúde, em nota.
SARAMPO
* O primeiro sintoma da doença é a febre alta, que dura de quatro a sete dias;
* A febre vem acompanhada de coriza, tosse e olhos avermelhados;
* Cerca de 3 dias depois, surgem manchas vermelhas na pele, com início na face
e atrás do pescoço, progredindo em direção aos membros inferiores, com
duração de aproximadamente três dias, que desaparecem na mesma ordem do
aparecimento;
* As complicações da doença ocorrem em prevalência entre crianças menores de 5
anos, principalmente nas desnutridas, em indivíduos com imunodepressão ou em
condições de vulnerabilidade;
* As complicações que podem ocorrer são a otite média, broncopneumonia,
diarreia e encefalite. O óbito é decorrente de complicações, especialmente a
pneumonia e a encefalite.
VACINAÇÃO
A vacina para sarampo está incluída na tríplice viral é a medida de prevenção
mais eficaz contra o sarampo, protegendo também contra a rubéola e a caxumba.
No calendário de vacinação de rotina, a primeira dose deve ser administrada em
toda criança de 1 ano de idade e uma segunda dose em crianças de 15 meses. Os
adolescentes e adultos jovens até 29 anos de idade devem ter duas doses da
vacina e as pessoas acima de 30 até 59 anos devem ter uma dose de vacina.
A recomendação para profissionais de saúde é de duas doses de tríplice viral,
independentemente da idade.