Sargaço de volta às praias de Salinas: alerta para saúde pública e meio ambiente

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Após a limpeza realizada nas praias de Salinas para a retirada de toneladas de algas, o sargaço voltou a aparecer na Praia do Atalaia, no município de Salinópolis, nordeste do Pará. Esse fenômeno foi observado recentemente, quando os visitantes se depararam com grandes áreas da faixa de areia cobertas por essas algas marinhas. Esse acúmulo de sargaço não é apenas um problema estético, mas também uma preocupação para a saúde pública, conforme destacam os especialistas.

O acúmulo de sargaço nas praias não se restringe apenas a Salinópolis, pois outras localidades na região nordeste do Pará, como Bragança e São João de Pirabas, também enfrentam o mesmo desafio. O sargaço, uma alga marinha que flutua nas águas do oceano, é fundamental para o ecossistema marinho, servindo de habitat e alimento para diversas espécies. No entanto, quando chega em grande quantidade às praias, pode prejudicar o turismo local e impactar a qualidade da água e da areia.

O professor Edson Vasconcelos, biólogo e doutor em oceanografia, alerta para os riscos à saúde associados ao contato humano com as algas. Além dos danos ambientais, as pessoas devem evitar mexer no sargaço, tanto no mar quanto na linha de areia, devido à possibilidade de liberar substâncias urticantes. O sargaço em decomposição pode emitir gases que causam problemas respiratórios, devido ao enxofre liberado durante esse processo.

É essencial que medidas de educação ambiental sejam adotadas para conscientizar a população sobre os riscos do contato com o sargaço. As autoridades locais continuam monitorando a situação e realizando esforços para remover o material das praias afetadas. A preservação do meio ambiente e a promoção da saúde pública devem ser prioridades diante desse desafio recorrente enfrentado pelas praias paraenses. Esteja atento às recomendações dos órgãos competentes e evite o contato com o sargaço para garantir a segurança e a qualidade das praias do Pará.

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