Sargento da Rotam morre em Aparecida de Goiânia após infarto: legado da primeira viatura preta

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Saiba como sargento da Rotam que morreu em Aparecida de Goiânia foi responsável pela primeira viatura preta

Sargento contou mudou a cor por uma sugestão do dono da oficina para qual ele levou a viatura para pintar. Kennon morreu de infarto após chegar em casa.

Policial militar da Rotam morreu após sofrer um infarto, em Aparecida de Goiânia

Policial militar da Rotam morreu após sofrer um infarto, em Aparecida de Goiânia

O sargento da Rotam Kennon Ribeiro de Fonseca Neres, de 52 anos, que morreu em Aparecida de Goiânia, foi responsável pela primeira viatura preta da corporação. Em um vídeo publicado pelo tenente-coronel Sena e pelo Comando de Valorização dos Veteranos da PMGO, o policial contou mudou a cor por uma sugestão do dono da oficina para qual ele levou a viatura para pintar (veja acima).

> “Quando fomos pintar a viatura de branco e azul, o dono da oficina falou:
> ‘Rapaz, se essa viatura fosse preta, ela ia ficar mais bonita’. Pintamos a
> viatura sem autorização, sem o conhecimento de ninguém. Quando chegamos no
> quartel, com a viatura preta, o Coronel Bucá, comandante do Choque, ficou
> muito admirado”, esclareceu.

O policial esclareceu que, por ter mudado a cor da viatura sem autorização, ele ficou 30 dias no quartel, mas que o coronel decidiu pintar de preto o resto da frota. “Quando foi em 99, foi feito o pedido das Blazer, elas já vieram pretas de fábrica, ou seja, a Rotam adotou a cor preta nas viaturas. Hoje, a Rotam tem uma marca: as viaturas na cor preta são uma marca para a população de segurança e de operacionalidade”, relatou.

MORTE DE SARGENTO CAUSA COMOÇÃO

Sargento da Polícia Militar Kennon Ribeiro de Fonseca Neres, de 52 anos, que morreu após sofrer um infarto em Aparecida de Goiânia. Lotado na Rotam, ele atuou por mais de 25 anos na corporação e ajudou a criar a primeira viatura preta da unidade — Foto: Arquivo pessoal/Dayanne Neres

Sargento da Polícia Militar Kennon Ribeiro de Fonseca Neres, de 52 anos, que morreu após sofrer um infarto em Aparecida de Goiânia. Lotado na Rotam, ele atuou por mais de 25 anos na corporação e ajudou a criar a primeira viatura preta da unidade — Foto: Arquivo pessoal/Dayanne Neres

O policial morreu na sexta-feira (6), após sofrer um infarto ao chegar em casa do trabalho, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Ele estava lotado na equipe de Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam). A filha Dayane Neres, relatou ao DE que o pai atuava mais internamente na corporação.

O sargento tinha mais de duas décadas de dedicação à polícia e sua morte causou forte comoção entre familiares, colegas de farda e amigos. Kennon morava com a mãe para cuidar dela e ela foi a primeira pessoa a encontrá-lo após o falecimento. Ele estava divorciado e deixou duas filhas.

SARGENTO SERIA AVÔ

Dayane, uma das filhas do sargento, está grávida de seis meses e espera o primeiro neto da família. Ao DE, ela contou que o pai sonhava em ser avô e o descreveu como um super-herói.

“Era um superpai, um filho maravilhoso e um avô super babão. Além de tudo isso, era um super-herói de farda. Fez o possível e o impossível dentro e fora do batalhão. Meu pai era meu super-herói”, declarou.

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