Jornal Diário do Estado

Saúde reforça importância das vacinas e monitoramento das doenças

Monitoramento e a análise dos perfis epidemiológicos subsidiam as medidas de prevenção, controle e profilaxia das doenças zoonóticas de relevância à saúde pública

A Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO) reforça a importância dos cuidados com doenças que podem ser transmitidas dos animais para as pessoas e vice-versa. Medidas que ganham realce neste 6 de julho, celebra o Dia Mundial das Zoonoses.

É comum o convívio entre seres humanos e animais, envolvendo o doméstico, silvestre, alimentação, cadeias de produção, com riscos para zoonoses identificadas e mapeadas. Algumas delas dispõem de vacinas para os seres humanos, como a febre amarela, e outras, para animais, como a raiva.

Doenças

Também são realizadas ações de prevenção, controle de vetores e protocolos em casos de surtos, como a malária e influenza aviária. Entre as zoonoses mais prevalentes no Brasil e que representam sensível problema de saúde pública estão a raiva, leishmaniose, leptospirose, toxoplasmose, tuberculose, febre maculosa, esquistossomose, doença de Chagas, brucelose, malária, febre amarela e dengue.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem mais de 200 tipos de zoonoses espalhadas pelo mundo. A Coordenação de Zoonoses da Gerência de Vigilância Epidemiológica de Doenças Transmissíveis da Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa) da SES-GO atua de forma complementar às ações de vigilância voltadas às zoonoses realizadas pelos municípios.

O monitoramento e a análise dos perfis epidemiológicos subsidiam as medidas de prevenção, controle e profilaxia das doenças zoonóticas de relevância à saúde pública. Um exemplo dessa parceira são as ações realizadas pela SES-GO, Secretaria de Saúde de Aparecida de Goiânia e Ministério da Saúde, no início deste ano, quando surgiram casos de malária, cujo local provável de infecção (LPI) foi um setor de chácaras em Aparecida de Goiânia.

Uma paciente de Anápolis morreu, após visitar a região, confirmando o caso como autóctone. No LPI, foram realizados o controle vetorial para reduzir o risco de transmissão de novos casos, a busca ativa de sintomáticos na região e pesquisa entomológica para captura do vetor responsável pela transmissão da doença, a fêmea infectada do mosquito Anopheles.

Outro exemplo é o monitoramento dos casos de influenza aviária em todo o País, com emergência zoosanitária decretada pelo Ministério da Agricultura em maio. Em Goiás, a Suvisa participa do grupo de trabalho coordenado pela Agrodefesa no trabalho de monitoramento e notificação.

“A data (6 de julho) muito importante para conscientizar os proprietários de animais e a população em geral sobre os cuidados com as doenças que podem ser transmitidas pelos animais. Doenças como a Raiva, ainda presente em nosso meio e que a letalidade é próxima de 100%”, justifica o coordenador de Zoonoses da Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO) e médico veterinário, Fabrício Augusto de Sousa,